Autópsia de Epstein mostra fraturas no pescoço, diz “Washington Post”

Por EFE
15 de Agosto de 2019 Actualizado: 15 de Agosto de 2019

A autópsia feita no corpo do milionário Jeffrey Epstein, acusado de criar uma rede de tráfico sexual de menores e encontrado morto na prisão, mostra fraturas no pescoço, segundo informações publicadas nesta quinta-feira pelo jornal “The Washington Post”.

O periódico, que não citou uma fonte específica, disse se tratar de detalhes presentes nas primeiras conclusões do exame. A legista principal da cidade de Nova York, Barbara Sampson, realizou a autópsia no domingo e havia se limitado a dizer que a determinação da causa de morte ficava pendente.

Epstein, de 66 anos, era acusado de criar a rede de tráfico em suas mansões em Nova York e na Flórida e deveria receber visitas dos guardas na prisão a cada 30 minutos.

O “Washington Post” acrescentou que, segundo um legista ouvido pela publicação, que preferiu não ser identificado, as fraturas múltiplas de ossos no pescoço podem ocorrer nas pessoas que se enforcam, particularmente se têm idade mais avançada. “Mas são muito mais comuns em vítimas de homicídio por estrangulamento”, ponderou.

Em 23 de julho, Epstein foi encontrado morto em sua cela com marcas no pescoço, e não foi possível reanimá-lo. Sampson afirmou em comunicado que nenhum fator isolado em uma autópsia pode proporcionar por si mesmo uma resposta conclusiva ao ocorrido.

A morte de Epstein está sendo investigada tanto pelo FBI quanto pelo Departamento de Justiça, cujo titular, William Barr, já adiantou que houve irregularidades na prisão e prometeu uma prestação de contas.

Guardas que vigiavam Epstein dormiram e falsificaram registro

Os dois guardas responsáveis por vigiar a cela do milionário Jeffrey Epstein, encontrado morto no último sábado na penitenciária federal de Nova York onde aguardava ser julgado por uma acusação de manter uma rede de exploração sexual de menores, dormiram durante a madrugada e falsificaram os registros para encobrir o erro.

A denúncia foi feita nesta quarta-feira pelo jornal “The New York Times”, que ouviu vários funcionários da prisão com conhecimento do caso. A falsificação dos registros teria sido notado ontem, quando o Departamento de Justiça anunciou que dois agentes seriam suspensos administrativamente e a diretora da prisão transferida.

A informação de que os guardas estavam dormindo horas antes de Epstein ser encontrado morto foi confirmada por outros funcionários do Correctional Metropolitan Center ao jornal.

Segundo a imprensa americana, os advogados do milionário pediram à direção da prisão que Epstein fosse retirado do protocolo, que além da vigilância especial previa que o acusado compartilhasse cela com outros presos.

Epstein, porém, estava sozinho na hora da morte porque o companheiro de cela havia sido transferido recentemente, o que também representa uma violação do protocolo penal.

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