Bolsonaro diz que Lula está solto, mas continua com todos os seus crimes nas costas

Presidente chamou petista de 'canalha' e 'presidiário', ao comentar soltura do petista condenado
Por Diário do Poder
09 de Noviembre de 2019 Actualizado: 09 de Noviembre de 2019

Alvo central do discurso eleitoral de Lula em São Bernardo do Campo (SP), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) utilizou a rede social neste sábado (9) para chamar o ex-presidente petista de “canalha” e “presidiário”. Um dia depois de Lula deixar a cela especial da Polícia Federal em Curitiba (PR), Bolsonaro respondeu a repórteres que o petista “tá solto, mas continua com todos os crimes dele nas costas”.

Bolsonaro fez sua primeira referência mais dura ao petista em uma rede social, sem citar seu nome, pela manhã. “Amantes da liberdade e do bem, somos a maioria. Não podemos cometer erros. Sem um norte e um comando, mesmo a melhor tropa, se torna num bando que atira para todos os lados, inclusive nos amigos. Não dê munição ao canalha, que momentaneamente está livre, mas carregado de culpa”, escreveu o presidente.

Ao deixar o Palácio da Alvorada para um almoço no Clube Pandiá Calógeras, no Setor Militar Urbano, em Brasília (DF), Bolsonaro disse que não vai “contemporizar com presidiário”. “A grande maioria do povo brasileiro é honesto, trabalhador e nós não vamos dar espaço nem contemporizar com presidiário. Tá solto, mas continua com todos os crimes dele nas costas”, declarou.

O presidente foi atacado por Lula, no comício que o petista promoveu em São Bernardo. O petista disse que Bolsonaro foi eleito para “governar para o povo e não para os milicianos do Rio de Janeiro”.

O ex-presidente não pode disputar eleição em 2022, se continuar condenado e impedido de disputar eleição por estar enquadrado na Lei da Ficha Limpa, que o torna inelegível. Lula ficou 580 dias preso, antecipando o cumprimento da pena de 8 anos, 10 meses e 20 dias, resultante da condenação sob a acusação de aceitar a propriedade de um tríplex, em Guarujá (SP), como propina paga pela OAS para se beneficiar com três contratos com a Petrobras.

Lula sempre negou a acusação decorrente da Operação Lava Jato de Curitiba, que resultou em sua condenação pelo então juiz Sergio Moro na primeira instância, confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em segunda instância, e ratificada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça). E ainda será julgado por outras denúncias, tratadas por ele como mentiras, e pelo Ministério Público como crimes.

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