Coreia do Norte lança dois projéteis de curto alcance; EUA qualifica como “decepcionante”

Por ordem do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o empobrecido país comunista está proibido de testar mísseis balísticos
28 de Noviembre de 2019 4:18 PM Actualizado: 28 de Noviembre de 2019 4:18 PM

Por Jack Phillips, Epoch Times

A Coreia do Norte disparou dois projéteis de curto alcance no Dia de Ação de Graças comemorado nos Estados Unidos nesta quinta-feira (28), segundo oficiais militares sul-coreanos.

De acordo com a agência de notícias sul-coreana Yonhap, citando os chefes do Estado-Maior Conjunto, Pyongyang “disparou dois projéteis do que se presume ser um lançador de foguetes super grande”.

Os militares disseram que as bombas foram disparadas de Yeonpo, na província oriental de Hamgyong, no sul do país, e que caíram na costa leste por volta das 17h, horário local. Ambas voaram cerca de 250 milhas e atingiram uma altitude máxima de 60 milhas. Elas foram disparadas com um intervalo de 30 segundos entre cada uma.

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O secretário de Defesa dos EUA, Mark Esper, descreveu os testes de mísseis da Coreia do Norte como “decepcionantes”, mas disse que não se arrepende de “ter tentado seguir o caminho certo, como deve ser, e manter a porta aberta à paz e à diplomacia”, informou a CNN.

“As autoridades de inteligência da Coreia do Sul e dos Estados Unidos estão analisando recursos adicionais”, disse o exército sul-coreano, segundo Yonhap. “Nosso exército está monitorando a situação em caso de lançamentos adicionais e mantendo uma postura de prontidão”.

Oficiais militares disseram que os testes com mísseis não aliviarão as tensões na península coreana.

Líder comunista da Coreia do Norte, Kim Jong Un, participa de uma cerimônia de boas-vindas e revisa a guarda de honra no Palácio Presidencial de Hanói em 1º de março de 2019 ( MANAN VATSYAYANA / AFP via Getty Images)
Líder comunista da Coreia do Norte, Kim Jong Un, participa de uma cerimônia de boas-vindas e revisa a guarda de honra no Palácio Presidencial de Hanói em 1º de março de 2019 ( MANAN VATSYAYANA / AFP via Getty Images)

“Nossos militares lamentam profundamente tais atos e exortam a Coreia do Norte a pôr imediatamente fim a essas ações”, disse o general Jeon Dong-jin ao Yonhap.

O primeiro-ministro japonês Shinzo Abe condenou os lançamentos, dizendo que eles são um “sério desafio” tanto para o Japão como para a comunidade internacional, apesar do fato de os mísseis não terem chegado às águas territoriais japonesas.

Ele disse que seu governo “fará todo o possível” para proteger a vida e a propriedade do povo japonês.

Abe chamou os projéteis de “mísseis balísticos”. Especialistas disseram que os projéteis disparados pelo lançador de foguetes “super grande” são praticamente mísseis ou armas da classe de mísseis.

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (dir.), caminha ao lado do líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, durante um intervalo nas negociações da segunda cúpula entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte no hotel Sofitel Legend Metropole em Hanói, em 28 de fevereiro de 2019 (SAUL LOEB / AFP via Getty Images)
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (dir.), caminha ao lado do líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, durante um intervalo nas negociações da segunda cúpula entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte no hotel Sofitel Legend Metropole em Hanói, em 28 de fevereiro de 2019 (SAUL LOEB / AFP via Getty Images)

De acordo com Yonhap, com os lançamentos de quinta-feira, esta é a quarta vez que a Coreia do Norte usa seu sistema de lançamento de foguetes super grande, que se presume ter cerca de 23 polegadas de diâmetro.

“Testes repetidos têm como objetivo melhorar ainda mais a arma antes de distribuí-la para operação”, disse Chang Young-keun, especialista em mísseis da Universidade Aeroespacial da Coreia à agência de notícias. “A Coreia do Norte parece estar avançando com seu sistema de disparos sucessivos, entre outras capacidades”.

Por ordem do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o empobrecido país comunista está proibido de testar mísseis balísticos.

No início deste mês, uma autoridade norte-coreana disse que os Estados Unidos devem primeiro abandonar sua “política hostil” para reiniciar as paralisadas negociações de desnuclearização. “Nesse sentido, acho que uma cúpula não deve ser realmente uma questão de nosso interesse”, disse a autoridade de acordo com a Reuters.

Com informações da Associated Press

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