Deco comenta situação de Neymar e alerta: “Futebol não é só finanças”

Por EFE
05 de Septiembre de 2019
Actualizado: 05 de Septiembre de 2019

Lisboa, 5 set (EFE)- O ex-meia Deco vive uma nova etapa na vida, agenciando jogadores como o volante Fabinho, do Liverpool, e o jovem meia Afonso, uma das grandes promessas do Porto atualmente, e acompanhou a situação do atacante Neymar, que fez de tudo para voltar ao Barcelona, mas terá de continuar no Paris Saint-Germain.

Deco conversou com a Agência Efe nesta quinta-feira durante a Soccerex Oeiras, feira de futebol realizada em Lisboa, e disse acreditar que Neymar não é feliz no PSG, o que levou o craque a se esforçar ao máximo para voltar ao Barça dois anos depois.

O brasileiro naturalizado português, que encerrou a carreira com a camisa do Fluminense em 2012, falou também sobre o ex-companheiro de time no Barcelona Xavi Hernández, agora técnico no Catar, e fez elogios à joia portuguesa João Félix, contratado pelo Atlético de Madrid por 126 milhões de euros.

Agência Efe: Você entende o que aconteceu com Neymar nas últimas semanas?

Deco: É muito difícil falar quando você não sabe toda a verdade. Sabemos um pouco pelo que lemos na imprensa. Neymar desde que saiu ficou com um olho para voltar, porque é normal. Foi uma decisão dele, e é muito difícil se adaptar a outro clube. Quando ele estava contente, feliz, tomou uma decisão. Ele sabe interiormente, não que tenha feito uma escolha ruim, mas que estava gostando de estar onde estava. O futebol não é só finanças, também é estar à vontade e feliz.

Ele é um profissional, é um menino espetacular. Mas entendo que o clube não queira perder um jogador como ele e compreendo que o Barcelona quer que ele volte. São situações complicadas.

Efe: Os jogadores do Barcelona, como Messi e Luis Suárez, sonhavam com a volta de Neymar.

Deco: É normal que os jogadores, que o conhecem, que são amigos, pensem que ele poderia Neymar.

Efe: Você jogou com dois grandes, como Xavi e Iniesta. Com perspectiva, o que eles representaram no futebol mundial?

Deco: Xavi para mim, sempre foi um jogador não muito valorizado no Barça, nunca lhe deram, no início, o devido valor, mas teve a sorte de conquistar coisas importantes pela sua seleção, e isto lhe deu confiança para que fosse o que se tornou no Barça. Em 2008, ele explodiu e foi, para mim, durante cinco ou seis anos, o melhor meio-campista do mundo.

Iniesta era um caso diferente. Era sempre um jogador importante, que foi crescendo com o tempo. Os dois representam o máximo que um jogador de meio-campo pode ter e representam muito o estilo do Barça e o que é a seleção da Espanha.

Efe: João Félix se encaixa bem no método Simeone com o Atlético de Madrid?

Deco: O Atlético de Madrid se posicionou como um das melhores equipes do mundo dos últimos anos. Há um grande investimento e um grande trabalho do clube, do seu presidente, de seus dirigentes, e de um grande treinador, que tem a confiança para fazer as mudanças, a gestão. O Atlético está fazendo uma mudança de geração, e agora, pouco a pouco, vai renovando o seu elenco.

Simeone mudou a mentalidade do clube, dos jogadores, acreditaram que podiam conquistar grandes resultados, e para Félix é um presente poder trabalhar com Simeone, chegar a um campeonato tão competitivo como é o Espanhol, com um técnico que pode lhe dar muito.

Efe: O estilo Barça vai perdurar no tempo?

Deco: É muito subjetivo. Vimos um Barça, após Xavi e Iniesta, mais direto, de contra-ataque, de transição. Embora, quando você tem jogadores de qualidade, vai ter a bola. O Barça sempre buscou jogadores com essa capacidade.

Efe: De Frenkie de Jong, você gosta?

Deco: Gosto. É parecido com Arthur, eles têm um futebol parecido. Jovem de muito futuro, que controla o jogo. Uma contratação de que eu gosto, mas é preciso esperar.

Efe: Philippe Coutinho saiu rápido demais do Barcelona?

Deco: Um jogador que custou cerca de 170 milhões de euros e que joga por apenas um ano é uma loucura. Eu não sou ninguém, mas esse é o sinal de como o futebol está, não há paciência. Não discuto as decisões, mas a realidade é que é um mundo que não é normal.

Efe: Deco é uma ponte de jogadores do Brasil para Portugal. Algum dia será também um elo entre o Brasil e a Espanha?

Deco: Como em todas as áreas, é preciso trabalhar com tranquilidade. É um tema no qual deve-se ir pouco a pouco, independentemente do meu nome. Quando bato na porta de um clube, é com jogadores que podem triunfar.

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