EUA dizem que continuarão apoiando Venezuela até que democracia seja restaurada

"Nós apoiamos as eleições democráticas na Venezuela, não Juan Guaidó como pessoa, mas como presidente eleito da Assembleia Nacional e, portanto, pela Constituição, como presidente interino"
Por Eduardo Tzompa
10 de Diciembre de 2019
Actualizado: 10 de Diciembre de 2019

Michael Kozak, vice-secretário de Estado para Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos EUA, declarou que seu governo continuará apoiando o povo venezuelano em sua luta para vencer a corrupção e restaurar a democracia.

“O povo da Venezuela merece um governo, unido contra a corrupção, não um regime que rouba e exige subornos para enriquecer. Continuaremos a apoiá-los em sua busca para superar a corrupção e recuperar para a Venezuela uma democracia que represente a todos”, escreveu o funcionário dos EUA na segunda-feira a partir de sua conta no Twitter.

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Michael Kozak, alto funcionário do Departamento de Estado dos EUA, fala durante uma reunião da Organização dos Estados Americanos sobre corrupção estatal e violações de direitos humanos na Venezuela, na sede da organização, em 1º de março de 2019 (Chip Somodevilla / Getty Images)
Michael Kozak, alto funcionário do Departamento de Estado dos EUA, fala durante uma reunião da Organização dos Estados Americanos sobre corrupção estatal e violações de direitos humanos na Venezuela, na sede da organização, em 1º de março de 2019 (Chip Somodevilla / Getty Images)

Além disso, Kozak postou um vídeo em sua conta nas redes sociais afirmando que Maduro representa fome, instabilidade, corrupção e crise.

Em 6 de dezembro, o vice-secretário interino disse em entrevista coletiva que o governo americano apoiará qualquer pessoa que seja eleita presidente da opositora Assembleia Nacional da Venezuela em 5 de janeiro de 2020.

Juan Guaidó se auto proclamou presidente em 23 de janeiro, nos termos do artigo 233 da constituição venezuelana, que permite a revogação do cargo de presidente pela Assembléia Nacional, depois de considerar a reeleição de Nicolás Maduro ilegítima.

Presidente encarregado Juan Guaidó (esq.) e o deputado venezuelano Stalin González participam de uma sessão da Assembleia Nacional em Caracas em 13 de agosto de 2019 (FEDERICO PARRA / AFP / Getty Images)
Presidente encarregado Juan Guaidó (esq.) e o deputado venezuelano Stalin González participam de uma sessão da Assembleia Nacional em Caracas em 13 de agosto de 2019 (FEDERICO PARRA / AFP / Getty Images)

Depois de quase um ano, no próximo dia 5 de janeiro, corresponderia às formações com menos representação da Assembleia Nacional propor o próximo presidente legislativo. Embora um grupo de partidos da oposição já tenha anunciado que apoiará o atual líder da Assembleia, Guaidó ainda não aprovou a votação.

“Nós apoiamos as eleições democráticas na Venezuela, não Juan Guaidó como pessoa, mas como presidente eleito da Assembleia Nacional e, portanto, pela Constituição, como presidente interino”, afirmou Kozak.

Ele também disse que, enquanto Maduro estiver no poder, ele não pode prever uma nova transição, mas aprovaria a entrada dos chavistas em um eventual governo que exija eleições livres e justas.

“Seguindo essa ideia – acrescentou ele – temos sido claros desde o início de que a chance de o movimento chavista e o PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) atuarem como representante de uma proporção significativa da população e com um papel na política da Venezuela no futuro está fora de questão”, disse Kozak.

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