Filipinas barra entrada de dois senadores dos EUA e considera novas regras de visto

O governo está protestando contra uma disposição incluída em um pacote de despesas aprovado pelo Congresso na semana passada, que nega a entrada de funcionários envolvidos na detenção da senadora filipina Leila de Lima
Por Jack Philipps, Epoch Times
28 de Diciembre de 2019
Actualizado: 28 de Diciembre de 2019

As Filipinas proibiram dois senadores dos EUA de visitar o país e podem impor mais restrições a cidadãos americanos devido à prisão de um proeminente crítico do presidente Rodrigo Duterte.

“Não ficaremos de braços cruzados enquanto eles continuarem interferindo em nossos processos como um estado soberano”, disse o porta-voz presidencial das Filipinas, Salvador Panelo, de acordo com a transcrição de uma coletiva de imprensa fornecida pelo governo.

Panelo disse que Duterte ordenou que o Departamento de Imigração negasse aos senadores Dick Durbin (D-Ill.) e Patrick Leahy (D-Vt.) a entrada no país.

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O governo está protestando contra uma disposição incluída em um pacote de despesas aprovado pelo Congresso na semana passada, que nega a entrada de funcionários envolvidos na detenção da senadora filipina Leila de Lima, segundo a Reuters.

De Lima, que criticou a campanha antidrogas de Duterte, foi presa em 2017. Ela solicitou uma investigação internacional sobre o combate às drogas de Duterte, onde milhares de pessoas foram mortas.

Senador Patrick Leahy (D-Vt.) (esq.) fala em uma entrevista coletiva enquanto o senador Dick Durbin (D-Ill.) ouve, em Washington, em 12 de fevereiro de 2019 (Mark Wilson / Getty Images)
Senador Patrick Leahy (D-Vt.) (esq.) fala em uma entrevista coletiva enquanto o senador Dick Durbin (D-Ill.) ouve, em Washington, em 12 de fevereiro de 2019 (Mark Wilson / Getty Images)

David Carle, porta-voz de Leahy, disse à Reuters que Leahy não tem planos de visitar as Filipinas. Ele também disse que não tem conhecimento de nenhum funcionário filipino que vá para os Estados Unidos.

“Trata-se do direito dos cidadãos filipinos – e pessoas de todos os lugares – de expressar livremente suas opiniões, incluindo opiniões que podem ser críticas às políticas governamentais que envolvem o uso de força excessiva e a negação do devido processo”, disse Carle.

Durante a coletiva, Panelo disse que o caso De Lima não é “um caso de perseguição”.

“Como já dissemos várias vezes, é uma das acusações. De fato, já está sendo julgado por nossos tribunais e, nada menos que o mais alto tribunal do país, o Supremo Tribunal, determinou a validade de sua detenção como legal e válida”, afirmou. “Nenhum outro Estado poderia ditar a nossos funcionários, juízes e magistrados como aplicamos e interpretamos nossas próprias leis contra aqueles que se acredita terem cometido uma violação contra essas mesmas leis”.

Panelo também acusou “alguns meios de comunicação” de “deturparem essas informações em suas manchetes como uma proibição retumbante de que funcionários filipinos envolvidos no caso da senadora De Lima viajem” para os Estados Unidos.

O porta-voz disse que o governo está considerando uma nova política, dizendo que todos os americanos que querem ir para as Filipinas terão que solicitar e obter um visto. De acordo com o site do Departamento de Estado dos Estados Unidos, os cidadãos dos EUA podem entrar nas Filipinas sem visto por até 30 dias.

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