Irã afirma estar disposto e fazer uma “troca integral” de presos com os EUA

Por efe
09 de Diciembre de 2019
Actualizado: 09 de Diciembre de 2019

Teerã, 9 dez – O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, disse nesta segunda-feira estar disposto a realizar uma “troca integral” de prisioneiros com os Estados Unidos, após a libertação de dois deles no último sábado.

“Depois de recuperar nosso refém, estamos completamente prontos para a troca integral de prisioneiros”, escreveu Zarif no Twitter, referindo-se à libertação do cientista iraniano Masoud Soleimani, preso no ano passado nos EUA por tentar exportar material biológico.

Em troca, o Irã libertou o investigador americano Xiyue Wang, preso em 2016 no país persa e condenado a dez anos de prisão por espionagem, em uma troca destacada pela mediação da Suíça.

“A bola está com os Estados Unidos”, disse o chanceler iraniano, que havia proposto uma troca de prisioneiros para Washington no mês de abril.

Os prisioneiros americanos no Irã, incluindo o veterano da Marinha, Michael R. White, geralmente são acusados de espionagem, enquanto muitos iranianos presos nos EUA estão cumprindo uma sentença por violar as sanções daquele país contra Teerã.

Após a libertação de Wang, o presidente americano, Donald Trump, pediu no sábado ao Irã para fazer um “acordo em conjunto” e agradeceu ao país persa pela negociação “muito justa”.

A troca de prisioneiros ocorreu em um momento de grande tensão devido, principalmente às sanções impostas pelos EUA contra o Irã após a retirada unilateral do acordo nuclear de 2015.

Apesar das tensões, Trump reiterou repetidamente sua disposição de negociar com o Irã, cujos líderes enviam sinais levemente contraditórios que vão da rejeição absoluta à aceitação das condições.

O presidente iraniano, Hassan Rohani, disse hoje, por exemplo, que “a negociação é essencial se isso frustra as conspirações do inimigo. Em tal situação, a negociação é necessária e revolucionária”, afirmou.

No entanto, Rohani disse que o orçamento do Estado apresentado no final de semana para o próximo ano “não se baseia na negociação, mas na continuação das sanções”.

O presidente reiterou em várias ocasiões que a porta da negociação está aberta, mas antes, os EUA devem suspender suas sanções contra o Irã, que afetam os setores petrolífero e bancário, entre outros.

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