Jair Bolsonaro não descarta sair do PSL e criar um novo partido político

Para Bolsonaro a falta de transparência é o grande pivô da crise no PSL
04 de Noviembre de 2019
Actualizado: 04 de Noviembre de 2019

Por Francine Marquez, Diário do Poder

Jair Bolsonaro afirmou neste domingo (3) que é grande a chance de ele sair do Partido Social Liberal (PSL), assim como criar uma nova legenda. “Oitenta por cento para sair e 90% para criar um novo partido, que vai começar do zero, sem televisão, sem fundo partidário, sem nada”.

As declarações ocorreram em entrevista concedida à TV Record, e foram veiculadas neste domingo (3). Em relação à crise interna que divide o PSL em dois blocos, Bolsonaro ressaltou a vontade de criar outro partido, com foco nas eleições de 2020. “O meu sonho, acho muito difícil assumir o comando do partido (PSL), é criar um partido, agora que a gente pode colher assinaturas de forma eletrônica junto ao eleitorado. Até março teria um partido e eu teria dos quase 6 mil municípios, umas 200 candidaturas pelo Brasil. Estaria feliz com isso porque eu poderia escolher, de fato, quem concorreria àquela eleição”.

Para Bolsonaro, a falta de transparência é o grande pivô da crise no PSL, o que segundo ele, cria situações que o prejudicam diretamente. “Eu pago a conta sobre qualquer possível desvio de terceiro no partido. E a mesma coisa acontece no tocante a fundo partidário. O que eu pretendo fazer: ou passo a ter o comando das ações do partido para acabar com isso daí. Se tiver uma caixa preta, abrir. E começar a fazer com que o fundo partidário vá para onde tem que ir. Se bem que eu nunca usei fundo partidário. E o que pode acontecer, de uma hora pra outra? Eu posso sair do partido”.

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Eduardo Bolsonaro e o AI5

“Foi infeliz o garoto”, essa é a opinião do presidente sobre as declarações do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) em relação ao AI5. Bolsonaro ressaltou que Eduardo possui Imunidade Parlamentar. “Eu te pergunto uma coisa, para que serve o artigo 53 da Constituição? Lá está escrito que os senadores e deputados são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer palavras, opiniões e voz, ponto final. Agora foi infeliz o garoto, puxei a orelha dele, porque falou AI5”.

Entretanto, as declarações do deputado geraram revolta no meio político,além da criação de uma ação conjunta de partidos de oposição. Nesta segunda-feira (4), a REDE vai entrar com uma representação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, pedindo a cassação do mandato de Eduardo Bolsonaro.

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