Londres convoca embaixador chinês por denúncias de tortura contra funcionário

O funcionário explicou que as autoridades chinesas o consideram "inimigo do Estado" e "traidor", além de querer conhecer o suposto envolvimento do Reino Unido nos protestos no antigo território britânico
20 de Noviembre de 2019
Actualizado: 20 de Noviembre de 2019

Por Epoch Times

O ministro do Exterior britânico Dominic Raab informou hoje (20) que convocou o embaixador chinês em Londres, Liu Xiaoming, depois que um ex-funcionário do consulado do Reino Unido em Hong Kong denunciou ter sido torturado na China.

Simon Cheng, cidadão da ex-colônia britânica e que trabalhou por dois anos para o governo do Reino Unido, foi detido na China por 15 dias em agosto passado.

Em um longo comunicado publicado em sua conta do Facebook, Cheng explica que foi detido na parte controlada pelas autoridades chinesas do continente na estação ferroviária de trens de alta velocidade que liga Hong Kong a Shenzhen, do outro lado da fronteira, e levado para aquela cidade, por onde havia passado em uma viagem de negócios.

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O funcionário de 29 anos disse à rede BBC que foi “acorrentado”, teve os olhos vendados e foi “encapuzado”, além de ser espancado e forçado a assinar confissões.

Durante sua detenção, ele sofreu ferimentos nos tornozelos, coxas, pulsos e joelhos que o deixaram incapaz de andar por dias e afirma que descobriu que outros jovens de Hong Kong também foram presos junto com ele, e que ele teme que também tenham sido torturados.

Segundo seu testemunho, as autoridades chinesas o acusaram de espionar para o Reino Unido e incentivar protestos políticos em Hong Kong.

O ministro das Relações Exteriores britânico disse hoje à BBC que o governo está “surpreso” e “horrorizado” com a denúncia de Cheng e destacou que o tratamento que ele recebeu “equivale à prática de tortura”.

“Simon Cheng era um membro valioso da nossa equipe. Convoquei o embaixador chinês a fim de expressar nossa indignação com o tratamento brutal e vergonhoso dispensado a Simon, que violaram as obrigações internacionais da China”, disse Raab.

“Deixei claro que esperamos que as autoridades chinesas investiguem isso e que os responsáveis sejam responsabilizados”, acrescentou o ministro, que não disse quando a reunião ocorreu.

O funcionário explicou que as autoridades chinesas o consideram “inimigo do Estado” e “traidor”, além de querer conhecer o suposto envolvimento do Reino Unido nos protestos no antigo território britânico.

“Eles me perguntaram que apoio, dinheiro e equipamento estávamos dando aos manifestantes. Eu disse a eles que queria deixar 100% claro que o Reino Unido não alocou recursos ou ajudou nos protestos”, afirmou.

Hoje, dezenas de jovens ativistas antigoverno permanecem presos pelo quarto dia consecutivo dentro de um campus universitário em Hong Kong, sob o cerco da polícia e a ameaça de serem presos quando saírem.

Entre a noite de segunda-feira e a manhã de quarta-feira, cerca de 800 pessoas presas na Universidade Politécnica deixaram o campus no distrito costeiro de Hung Hom, em East Kowloon.

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