Maduro ameaça armar mais civis para reprimir oposição

Outro exército de criminosos composto por paramilitares e disposto a defender Maduro é o grupo guerrilheiro Exército de Libertação Nacional da Colômbia (ELN), que prometeu ser a primeira linha de defesa em caso de intervenção militar para derrubar Maduro
14 de Noviembre de 2019 9:43 AM Actualizado: 14 de Noviembre de 2019 9:43 AM

Por Sabrina Martín, Epoch Times

Antes do início dos novos protestos da oposição na Venezuela, o ditador Nicolás Maduro anunciou que vai armar mais de 300 mil militantes chavistas para supostamente “garantir a paz e um Natal feliz”.

O usurpador anunciou que militarizará as ruas até 31 de dezembro como uma espécie de ameaça e provocação à oposição que marcou recentemente uma manifestação para este sábado, 16 de novembro.

“Vamos ativar o plano de fortalecimento da patrulha e vigilância das ruas para garantir a paz e o um Natal feliz para a Venezuela”, disse Maduro durante atividade realizada com o alto comando militar venezuelano.

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A milícia bolivariana é formada por chavistas civis de qualquer idade e sem preparação. Segundo declarações do mesmo Maduro, ela já conta com 3.295 335 milicianos de ambos os sexos, organizados nas comunidades das chamadas unidades populares de defesa integral (UPDI).

“Temos 321.433 fuzis que estão sendo distribuídos pelas mãos seguras da FANB para nossos milicianos”, disse ele.

Além da milícia, na Venezuela existem grupos armados paramilitares, criados e patrocinados pelo regime. Esses coletivos se tornaram verdadeiras organizações terroristas, parapoliciais, de extermínio e controle no país, porque atacam manifestações, intimidam, roubam e matam venezuelanos.

Maduro foi exposto e denunciado perante a justiça internacional por genocídio, especialmente depois que passou a chamar os “coletivos” para as ruas para defender a revolução sempre que ocorrem manifestações antigovernamentais.

Os coletivos chavistas, paramilitares armados, se dedicam a ameaçar, hostilizar e atirar nos que protestam contra a ditadura. Esses grupos carregam armas curtas e longas e até usam tubos para atingir manifestantes. Tanto a milícia bolivariana quanto os coletivos se tornaram os braços armados do chavismo.

Os coletivos são grupos paramilitares criados pelo regime chavista para cumprir uma função de controle social e para defender o regime. A função dessas quadrilhas armadas é controlar a população para que não se rebele.

Os civis armados são responsáveis por fazer o “trabalho sujo” sob o amparo da Polícia Nacional Bolivariana, pois podem atirar e matar com a tranquilidade de que não serão sancionados pela ditadura.

Outros civis armados: prisioneiros e o ELN

Foi em 2017 quando finalmente foi confirmado o que era considerado um segredo aberto: na Venezuela, bandidos presos andam como reis e a ministra Iris Varela começou a treiná-los como soldados.

Dois anos depois, soube-se que Varela criou um exército paralelo usando presos como soldados para defendê-la e à revolução.

A ministra chavista garante que ela é a “comandante” de seu próprio batalhão e por isso teria pedido ao regime de Nicolás Maduro cerca de 30 mil rifles para abastecer-se.

A existência de prisioneiros armados na Venezuela já é conhecida, porque, segundo denúncias do deputado José Trujillo, no massacre que aconteceu em Santa Elena de Uairén, na fronteira com o Brasil em 23 de fevereiro, participaram presos libertados pelo regime.

Naquela ocasião, Varela, e o coordenador nacional dos Comitês Locais de Abastecimento e Produção (CLAP), Freddy Bernal, disponibilizaram aproximadamente 100 pessoas privadas de liberdade ao regime de Maduro para “defender” a revolução chavista.

Outro exército de criminosos composto por paramilitares e disposto a defender Maduro é o grupo guerrilheiro Exército de Libertação Nacional da Colômbia (ELN), que prometeu ser a primeira linha de defesa em caso de intervenção militar para derrubar Maduro.

Esta matéria foi originalmente publicada por PanAm Post

O conteúdo desta matéria é de responsabilidade do autor e não representa necessariamente a opinião do Epoch Times

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