Maduro condena ataque dos EUA a seus aliados iranianos

"Existem relações estreitas entre os regimes venezuelano e iraniano, que foram observadas em acordos e reuniões entre altos funcionários de ambos os países"
Por Debora Alatriste, Epoch Times
04 de Enero de 2020
Actualizado: 04 de Enero de 2020

O regime de Nicolás Maduro “lamenta” a morte de Qasem Soleimani e condena o ataque dos EUA que resultou na morte do líder militar iraniano, segundo um comunicado.

O regime de Maduro, através do Ministério do Poder Popular para Relações Exteriores, publicou uma declaração em 3 de janeiro “condenando” o ataque das forças militares americanas nas proximidades do Aeroporto de Bagdá, República do Iraque, “no qual o comandante das forças Quds da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, major-general Qasem Soleimani, foi morto”.

O regime venezuelano disse que lamentou “as mortes causadas” e que enviou suas condolências aos povos e governos do Irã e Iraque.

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Ele também observou que se trata de uma ação “sem qualquer respaldo no Direito Internacional”.

Além disso, na mesma declaração, ele pediu “respeito ao Direito Internacional Público e para que todos os atores envolvidos contribuam para preservar a paz no Oriente Médio”.

Segundo Infobae, existem relações estreitas entre os regimes venezuelano e iraniano, que foram observadas em acordos e reuniões entre altos funcionários de ambos os países. O Irã ofereceu membros de sua Guarda Revolucionária Islâmica para a proteção da ditadura, disse a mesma mídia.

Em julho de 2019, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohamad Yavad Zarif, viajou para a Venezuela. O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, postou no Twitter na época, sobre a reunião:

“A viagem à Venezuela feita pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Zarif, nos lembra que as atividades desestabilizadoras do Irã vão muito além do Oriente Médio”. Ele ressaltou que a milícia xiita libanesa Hezbollah, apoiada pelo Irã, “permanece ativa nas Américas” e que “a influência maliciosa” de Teerã “representa uma ameaça à segurança e à democracia na região”.

O jornal PanAm Post disse que o Irã e o Hezbollah estão na América Latina quase desde o início da revolução iraniana, e em 2005 sua presença cresceu devido à Aliança Bolivariana, composta pelos países de Antígua e Barbuda, Bolívia, Cuba, Dominica, Nicarágua, São Vicente e Granadinas, Santa Lucía e Venezuela, o que pode causar que o Irã se utilize da Venezuela para atacar os Estados Unidos.

Se o Irã “decidir usar a Venezuela para atacar os Estados Unidos, Maduro tem uma obrigação de cumprir, porque com todos os favores e apoio que o Irã deu a ele, talvez seja a hora de retribuir”, disse Joseph Humire, especialista em segurança do hemisfério e diretor executivo do Centro para uma Sociedade Livre e Segura, com sede em Washington DC, ao mesmo jornal.

“Acho que agora Nicolás Maduro, Tareck El Aissami e todos que conhecem bem as operações de Soleimani estão preocupados, esperando para decidir como reagir. Maduro sabe que parte dos interesses que ele tem na Venezuela são em resposta aos interesses do Irã; se o Irã decidir usar a Venezuela para atacar os Estados Unidos, Maduro tem a obrigação de cumprir”, afirmou Humire.

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