Manifestantes dentro de campus sitiado em Hong Kong fazem alerta ao mundo

Em 20 de novembro, o secretário de Segurança de Hong Kong, John Lee, disse que cerca de 600 pessoas com mais de 18 anos se entregaram à polícia e foram presas por suspeita de provocar tumultos
22 de Noviembre de 2019 Actualizado: 22 de Noviembre de 2019

Por Frank Fang, Epoch Times

Em Hong Kong, o intenso confronto entre manifestantes e a polícia em uma universidade local atraiu a atenção internacional, pois os manifestantes continuam trancados dentro do campus, desafiando o cerco da polícia.

De acordo com a mídia local, mais seis manifestantes deixaram a Universidade Politécnica (PolyU) e se entregaram à polícia anti-distúrbios durante as primeiras horas de 22 de novembro. Segundo informações, eles foram a um centro de saúde local para tratamento.

A idade dos manifestantes é desconhecida. Sabe-se que a polícia prende manifestantes com mais de 18 anos que voluntariamente deixam o campus sob suspeita de provocar tumultos. Menores de 18 anos são autorizados a voltar para casa, mas a polícia registra previamente seus dados pessoais.

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Até o momento do fechamento desta matéria, não se sabia quantos manifestantes ainda permanecem dentro da PolyU.

No domingo, a polícia cercou o campus e fechou todos os acessos para impedir que os manifestantes saíssem. As pessoas também foram impedidas de entrar, além dos médicos e mediadores especiais que chegaram ao local.

Em 20 de novembro, o secretário de Segurança de Hong Kong, John Lee, disse que cerca de 600 pessoas com mais de 18 anos se entregaram à polícia e foram presas por suspeita de provocar tumultos.

Dentro da PolyU, os manifestantes deixaram mensagens nas calçadas e paredes. Por exemplo, alguém pintou as palavras “Free HK” (Hong Kong livre) no pilar de um edifício.

Os manifestantes também deixaram uma mensagem endereçada à comunidade internacional. A mensagem diz: “Querido mundo, o PCC (Partido Comunista Chinês) vai se infiltrar no seu governo, a empresa chinesa $ interfere em sua posição política, a China colherá sua casa como Xinjiang”.

“Fiquem espertos ou vocês serão os próximos”, alerta o comunicado.

Mensagem deixada pelos manifestantes foi pintada na parede de uma sala de aula da Universidade Politécnica de Hong Kong, no distrito de Hung Hom, em 21 de novembro de 2019 (DALE DE LA REY / AFP via Getty Images)
Mensagem deixada pelos manifestantes foi pintada na parede de uma sala de aula da Universidade Politécnica de Hong Kong, no distrito de Hung Hom, em 21 de novembro de 2019 (DALE DE LA REY / AFP via Getty Images)

O Departamento de Estado dos EUA e alguns especialistas calculam que mais de um milhão de uigures e outras minorias muçulmanas estão atualmente em campos de concentração em Xinjiang, como parte da repressão do regime chinês contra o “extremismo”. Pequim diz que esses campos são “centros de capacitação profissional”.

Fora desses campos, as autoridades transformaram a região em um Estado policial e a população de Xinjiang está submentida a vigilância constante.

Em um comunicado à imprensa em 21 de novembro, a Citizens’ Press Conference, grupo que representa os manifestantes, disse que as táticas usadas pela polícia para cercar a PolyU, como disparar canhões de água e milhares de explosões de gás lacrimogêneo, são desumanas.

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