“Não conheço a identidade do denunciante”, diz Schiff

"Não conheço a identidade do denunciante e estou determinado a garantir que sua identidade seja protegida"
13 de Noviembre de 2019 3:32 PM Actualizado: 13 de Noviembre de 2019 3:32 PM

Por Zachary Stieber, Epoch Times

O presidente da Comissão de Inteligência da Câmara dos Deputados, Adam Schiff (D-Califórnia), disse em 13 de novembro que não sabe quem é o denunciante anônimo (whistleblower).

Membros republicanos da comissão durante a audiência aberta do impeachment pressionaram Schiff para que citasse a pessoa que apresentou uma queixa contra o presidente Donald Trump, para depois testemunhar em uma audiência a portas fechadas.

Schiff disse que a comissão realizará uma votação sobre a possibilidade de citar a pessoa depois que duas das testemunhas se pronunciem na quarta-feira.

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O representante Jim Jordan (R-Ohio), que foi recentemente transferido para a comissão, perguntou a Schiff: “Quando você acha que poderemos votar a possibilidade de ter o denunciante diante de nós, considerando que você, dos 435 membros do Congresso, é o único que sabe quem é esse indivíduo e sua equipe é a única equipe do Congresso inteiro que teve a oportunidade de falar com esse indivíduo? Gostaríamos de ter essa oportunidade. Quando isso pode acontecer no procedimento de hoje?

“Como o membro sabe, isso é uma afirmação falsa”, respondeu Schiff. “Não conheço a identidade do denunciante e estou determinado a garantir que sua identidade seja protegida”.

Schiff disse que uma moção para convocar uma testemunha pode ser feita depois que duas testemunhas se pronunciarem.

O representante Devin Nunes (R-Califórnia) atacou Schiff em sua declaração de abertura, observando que o presidente disse em rede nacional que sua equipe não havia falado com o denunciante.

George Kent (esq.), vice-secretário de Estado adjunto para Assuntos Europeus e Eurásia, e o embaixador ucraniano Bill Taylor (dir. na frente), diplomata-chefe da embaixada dos EUA na Ucrânia, chegam à investigação de impeachment contra o presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington, DC, em 13 de novembro de 2019 (OLIVIER DOULIERY / AFP via Getty Images)
George Kent (esq.), vice-secretário de Estado adjunto para Assuntos Europeus e Eurásia, e o embaixador ucraniano Bill Taylor (dir. na frente), diplomata-chefe da embaixada dos EUA na Ucrânia, chegam à investigação de impeachment contra o presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington, DC, em 13 de novembro de 2019 (OLIVIER DOULIERY / AFP via Getty Images)

 

Schiff disse durante uma entrevista em 17 de setembro para a MSNBC que não tinha “contato direto” com a pessoa que apresentou a queixa.

“Não conversamos diretamente com o reclamante”, disse Schiff na época.

Após a publicação de um relatório que argumentava que Schiff sabia da denúncia antes que ela fosse registrada, o porta-voz de Schiff confirmou que havia contato e Schiff disse que lamentava o que havia dito na televisão.

Schiff disse ao site do Daily Beast que não sabia se a denúncia foi escrita pela mesma pessoa que procurou sua equipe, acrescentando que “deveria ter sido muito mais claro”.

“Tentamos não declarar quando as pessoas [nos] nos procurar. Eu estava realmente pensando na possibilidade de fazê-la vir para testemunhar”, disse Schiff. “Sinto muito por não ter sido muito mais claro.”

Schiff também foi criticado por inventar uma parte da transcrição da chamada telefônica de Trump para a Ucrânia e por afirmar que tinha provas “mais do que circunstanciais” de que Trump conspirou com a Rússia, evidências que ele nunca apresentou ou descreveu.

Os republicanos tentaram censurar Schiff no mês passado, mas a votação foi bloqueada pelos democratas, que atualmente controlam a Câmara.

A presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi (D-Califórnia), apoiou Schiff, dizendo que está “muito orgulhosa do trabalho que Adam Schiff está fazendo. Valorizo a maneira como ele está conduzindo isso.”

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