Países do TIAR avaliam medidas para restringir viagens de líderes chavistas

A Venezuela retirou-se do tratado em 2013 por iniciativa do falecido líder venezuelano Hugo Chávez; mas, em julho deste ano, o parlamento liderado por Guaidó aprovou o retorno do país a esse pacto de defesa, uma decisão que o executivo de Maduro não reconhece
27 de Noviembre de 2019
Actualizado: 27 de Noviembre de 2019

Por Epoch Times

Os países parceiros do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR) avaliarão na próxima semana, em Bogotá, medidas para restringir as viagens dos líderes chavistas pelas Américas, disse o enviado especial para a Venezuela, Elliott Abrams.

A medida afetará “várias dezenas” de funcionários leais ao líder venezuelano Nicolás Maduro e será discutida durante a reunião que será realizada pelos ministros das Relações Exteriores das nações signatárias do TIAR, também conhecido como “Tratado do Rio”, em Bogotá, no dia 3 de dezembro.

“Na próxima semana, em 3 de dezembro, os países signatários do Tratado do Rio se reunirão em Bogotá, Colômbia, para considerar e esperamos adotar restrições a viagens coordenadas em nível regional e medidas para negar vistos a várias dezenas de funcionários do regime comunista de Maduro”, disse Abrams.

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“Esse é um novo passo nos crescentes esforços regionais contra o regime e em apoio à volta da democracia”, acrescentou.

Abrams também negou que a oposição venezuelana, liderada por Juan Guaidó, reconhecido como presidente encarregado de mais de cinquenta nações, tenha perdido o ritmo e reiterou o apoio de seu país a Guaidó, apesar de reconhecer que a “recuperação” da Venezuela será um projeto de “vários anos”.

“Não temos um ‘plano B’, temos um ‘plano A’, acreditamos que funcionará, estamos apoiando o povo da Venezuela”, afirmou.

No entanto, o secretário de Estado, Mike Pompeo, não comparecerá à reunião de Bogotá, que contará com a participação de seus homólogos regionais, porque o chefe da diplomacia dos EUA fará uma viagem oficial a Londres, Marrocos e Portugal entre 1º e 6 de dezembro.

A administração do presidente Donald Trump ainda não anunciou quem irá em seu lugar.

Em setembro, às vésperas da Assembleia Geral da ONU, várias nações signatárias do TIAR se comprometeram a identificar e sancionar pessoas e entidades associadas ao regime de Maduro e que estão ligadas a atividades ilegais, corrupção ou violações de direitos humanos.

Esses países previram levar dois meses para preparar essa lista e aprová-la em uma nova reunião de ministros das Relações Exteriores.

Para aprovar qualquer medida, é necessário votar a favor de pelo menos 13 dos 19 países signatários do TIAR, um tipo de OTAN americana que os países americanos recuperaram após décadas praticamente esquecidos com o objetivo de pressionar o Executivo de Maduro.

Embora o TIAR contemple o “uso da força armada”, essa medida nem sequer está sobre a mesa, uma vez que os países do Grupo de Lima a descartaram e apostaram em medidas econômicas e diplomáticas.

A Venezuela retirou-se do tratado em 2013 por iniciativa do falecido líder venezuelano Hugo Chávez; mas, em julho deste ano, o parlamento liderado por Guaidó aprovou o retorno do país a esse pacto de defesa, uma decisão que o executivo de Maduro não reconhece.

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