Países signatários do TIAR decidem sancionar integrantes do governo de Maduro

Por EFE
24 de Septiembre de 2019
Actualizado: 24 de Septiembre de 2019

Nova Iorque, 23 set (EFE)- Os países signatários do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR) decidiram nesta segunda-feira identificar e sancionar representantes do governo da Venezuela vinculados a atividades ilícitas, corrupção ou violações dos direitos humanos.

A decisão está em uma resolução aprovada com o apoio de 16 dos 19 países signatários do tratado. Segundo o chanceler da Colômbia, Carlos Holmes Trujillo, que comandou o encontro, o grupo irá se reunir outra vez daqui dois meses para avaliar a eficácia das medidas.

No texto, os países se comprometem a identificar pessoas e entidades associadas ao governo de Nicolás Maduro que estejam ligadas a atividades ilícitas, como lavagem de dinheiro, tráfico de drogas ou associação com o terrorismo, corrupção ou a violações dos direitos humanos para investigá-las e sancioná-las. Uma das possíveis sanções é o congelamento dos ativos que elas possam ter nos signatários do acordo.

Julio Borges, comissário para Relações Exteriores do líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, disse que o trabalho de identificação das pessoas já está avançado e que as sanções acabarão com a impunidade que muitos deles desfrutam.

As medidas anunciadas hoje são as primeiras ações tomadas contra a Venezuela por meio do TIAR, que foi ativado no último dia 11 de setembro em votação na Organização de Estados Americanos (OEA).

Para ser aprovado, o texto precisava do apoio de pelo menos 13 dos 19 signatários do tratado. Hoje, apenas o Uruguai votou contra. Trinidad Tobago se absteve, e Cuba não participou da reunião. O Brasil, que já havia defendido a ativação do TIAR, foi favorável à resolução.

O texto não faz nenhuma menção a uma possível intervenção armada na Venezuela, uma hipótese prevista no TIAR. Perguntado sobre o tema, Borges disse que a opção não foi discutida na reunião e destacou que os países buscam um adotar um “processo gradual” contra o governo chavista.

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