Protestos em Hong Kong chegam às salas de aula com greve de estudantes

Por EFE
02 de Septiembre de 2019
Actualizado: 02 de Septiembre de 2019

Hong Kong, 2 set (EFE)- Os protestos pró-democráticos que há mais de três meses sacodem Hong Kong invadiram nesta segunda-feira as salas de aula no primeiro dia do ano letivo, com um boicote dos estudantes, que estiveram à frente de um movimento de protesto que já acumula mais de 1.100 detidos.

Neste primeiro dia do novo semestre, oito universidades públicas e outras cinco instituições de ensino superior no centro financeiro asiático começaram uma greve de duas semanas, uma tentativa de pressionar as autoridades para que respondam às cinco reivindicações dos manifestantes em torno do movimento.

Esse foi um fim de semana violento na cidade, que acabou com a detenção de 159 pessoas pela violência “em massa”, informou a polícia da ex-colônia britânica.

Desde que a onda de protestos começou, 1.117 pessoas foram detidas por crimes como organização de assembleias ilegais e posse de armas.

As reivindicações dos estudantes são as mesmas que os manifestantes pedem há semanas: a retirada total da polêmica lei de extradição e do termo “rebelde” das manifestações, anistia para os detidos, uma investigação independente sobre a brutalidade policial na repressão aos protestos e a introdução do voto universal.

Além disso, os estudantes do ensino médio também começaram um boicote no qual faltarão às aulas todas as segundas-feiras. Segundo os organizadores, mais de 10 mil alunos da região administrativa especial aderiram à iniciativa, que incluiu atos como minutos de silêncio e correntes humanas.

“A ameaça de uma ofensiva com munição real é iminente. Como é possível, quando o governo rasga brutalmente Hong Kong e transforma cada rua e distrito em um campo de batalha, que nos sentemos em nossas carteiras na escola como se nada tivesse acontecido?”, expressaram em declaração conjunta os sindicatos de estudantes do ensino médio e universitários.

O texto, lido em nesta segunda-feira, acrescenta que “um boicote das aulas não é simplesmente estar ausente da escola, é uma ação coletiva pela justiça social e pelo cumprimento da responsabilidade cívica”.

“Como estudantes, assumimos a responsabilidade de defender nossa família e consciência”, afirmaram.

As manifestações começaram em março deste ano como oposição a uma polêmica proposta de lei de extradição com a qual, segundo advogados e ativistas, a China teria acesso a refugiados na ex-colônia britânica.

Após recuperar a soberania do território em 1997, e sob a fórmula “um país, dois sistemas”, o regime chinês se comprometeu a manter a autonomia de Hong Kong e a respeitar até 2047 uma série de liberdades que os cidadãos da China continental não têm.

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