Razões pelas quais o líder do regime chinês se tornou o “Formulador de políticas do ano” do Canadá

Por OMID GHOREISHI, EPOCH TIMES
20 de Diciembre de 2019 11:50 PM Actualizado: 21 de Diciembre de 2019 9:22 AM

Com os cidadãos canadenses presos na China, o bloqueio das exportações canadenses para a China e a resposta “silenciosa” do Canadá diante das agressões geopolíticas e dos abusos dos direitos humanos por Pequim, o Instituto Macdonald-Laurier acha que a entidade que mais influenciou as políticas públicas no Canadá em 2019 foi o regime chinês.

“Temos a prisão da [executiva da Huawei] Meng Wanzhou no Canadá, sos canadenses Michael Kovrig e Michael Spavor que estão detidos na China, a questão da Huawei, e uma série de outras coisas, como a posição [do Canadá sobre] de Taiwan, mar da China Meridional”, disse Brian Lee Crowley, diretor do Instituto Macdonald-Laurier (MLI).

“Também esperávamos que o Canadá fizesse coisas em seu curso normal que não fez, porque tinha medo de como seria a reação na China”.

Para colocar um rosto no formulador de políticas do ano, a MLI escolheu Xi Jinping, o líder do Partido Comunista Chinês, já que ele é o “ápice do processo de formulação de políticas” na China.

O governo do Canadá, que tem procurado manter relações mais estreitas com Pequim desde a vitória eleitoral dos Liberais em 2015, está recebendo uma série de ameaças da China desde que Meng foi presa no final de 2018 aós um pedido de extradição dos Estados Unidos.

Ottawa foi ameaçada de sofrer “sérias conseqüências” após a prisão de Meng, pouco antes de Kovrig e Spavor serem presos na China, e o embaixador chinês no Canadá alertou Ottawa para não seguir  os legisladores dos Esgtados Unidos na criação de legislação para sancionar autoridades chinesas pela repressão a Hong Kong.

“O Canadá está claramente desacelerando sua política tradicional em várias áreas para evitar irritar Pequim”, disse Crowley. Como exemplo, ele contrastou a resposta de Ottawa à agressão da Rússia à Ucrânia com a resposta de Ottawa à China.

Em um discurso em agosto, Trudeau disse que “a agressão da Rússia e a anexação ilegal da Crimeia são completamente inaceitáveis, e nos oporemos em todas as vezes”. No mesmo discurso, quando se tratava do tema da China, Trudeau disse primeiro “nós reconhecemoa oportunidades econômicas reais para os canadenses “e acrescentou que” também tivemos nossa parcela de desacordos”.

O ex-embaixador do Canadá na China, David Mulroney, destacou esse contraste em relação à China e à Rússia em uma entrevista ao The Globe and Mail na época.

“[É] bastante chocante presenciar a seção da China, que começa estranhamente com sentimentos calorosos e amigáveis, fala sobre oportunidades econômicas em vez da atual chantagem econômica da China para com o Canadá”, disse Mulroney ao Globe.

Crowley disse que a resposta do Canadá também foi “silenciada” em várias questões de direitos humanos na China.

Ele observa que “há um milhão de uigures e cazaques detidos no oeste da China”, há uma “ampla perseguição em uma escala realmente inacreditável de praticantes do Falun Gong na China”, a supressão dos tibetanos e sua cultura e a repressão aos manifestantes pró-democracia de Hong Kong.

“Você junta tudo isso e a China está fazendo políticas no Canadá, usando os formuladores de políticas canadenses, essencialmente, como seus representantes”.

Crowley diz que, embora os canadenses estejam cada vez mais preocupados com a ameaça da China, o governo federal não está tomando as medidas apropriadas diante da ameaça crescente.

O Canadá tem decidido banir ou não a Huawei de sua rede 5G, apesar da pressão de seu aliado da inteligência nos Estados Unidos informar que a gigante chinesa de telecomunicações representaria uma ameaça à segurança da aliança dos dois países.

Uma recente pesquisa online do Instituto Angus Reid mostrou que 69% dos canadenses são contra a inclusão da Huawei na rede 5G do país.

Outra pesquisa da Nanos Research for the Globe mostrou que 90% dos canadenses têm uma visão negativa ou um pouco negativa da China.

“Acho que o público está muito à frente do governo. O governo no Canadá ainda está muito submisso com uma visão de que a China que é principalmente uma oportunidade econômica, e eles têm medo de estragar essa oportunidade econômica ao se preocupar muito com o mau comportamento da China”, disse Crowley.

“Os canadenses estão dizendo que apaziguar a China claramente não é a estratégia que vai funcionar, e teremos que endurecer nossa espinha dorsal e possivelmente até abrir mão de alguma oportunidade econômica, a fim de deixar claro que o Canadá e outros países ocidentais não permitem que a China nos faça desistir de nosso compromisso com nossos próprios valores”.

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