Trump afirma que responderá após China anunciar tarifas

Por EFE
23 de Agosto de 2019 Actualizado: 23 de Agosto de 2019

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que responderá ainda nesta sexta-feira às novas tarifas impostas pelo governo da China a US$ 75 bilhões em produtos americanos, o que marca um novo episódio na guerra comercial entre os dois países.

“Responderei às tarifas chineses nesta tarde. Esta é uma grande oportunidade para os EUA!”, afirmou o governante republicano em mensagem divulgada no Twitter.

Em uma sequência de tweets escritos poucas horas após o anúncio da decisão da China, Trump acusou o país asiático de ter roubado “centenas de milhões de dólares” dos EUA com a apropriação indevida de propriedade intelectual, e se comprometeu a não permitir que esta situação continue.

“Não precisamos da China e, francamente, estaríamos muito melhor sem ela. A vasta quantidade de dinheiro obtida e roubada pela China dos Estados Unidos, ano após ano, durante décadas, deve e irá acabar”, acrescentou.

Trump mandou as empresas nacionais avaliarem “uma alternativa” à China para as respectivas produções.

“Nossas grandes empresas americanas têm ordens para começarem a buscar uma alternativa à China, incluindo a possibilidade de trazerem as suas companhias outra vez para casa e elaborarem os seus produtos nos EUA”, afirmou.

O presidente americano ainda exigiu que as principais empresas de remessas de correspondências do país – FedEx, Amazon, UPS e o Serviço Postal dos EUA – comecem a “localizar e rejeitar” qualquer envio procedente da China que contenha fentanil, um analgésico sintético 50 vezes mais potente que a heroína e que geralmente chega aos EUA procedente do país asiático.

“O fentanil mata a 100 mil americanos todos os anos. O presidente Xi (Jinping) disse que isto terminaria, mas não foi assim”, lamentou.

Os Centros para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC, em inglês) informaram no início de agosto que as mortes por overdose de drogas de todos os tipos parecem ter diminuído em 2018, pela primeira vez em quase três décadas, com 68 mil mortes contabilizadas. Em 2017, foram registrados mais de 70 mil casos.

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