Universidade de Columbia cancela painel sobre direitos humanos na China: preocupações com influências comunistas

“Estamos profundamente perturbados por testemunhar esse infeliz incidente em uma universidade de prestígio como a Universidade de Columbia"
22 de Noviembre de 2019 Actualizado: 22 de Noviembre de 2019

Por GQ Pan, Epoch Times

Em meio à crescente preocupação com a subversão ideológica de Pequim e a infiltração nos campi dos EUA, a Universidade de Columbia cancelou abruptamente um painel de discussão sobre violações de direitos humanos pelo regime comunista chinês um dia antes do evento programado.

Segundo o Columbia Daily Spectator, jornal estudantil da universidade, os organizadores do evento foram notificados de que não haviam reservado um lugar “pelos canais oficiais”, então o evento teve que ser cancelado. Eles também foram informados de que alguns estudantes estavam planejando protestar contra o evento.

Teng Biao, destacado advogado chinês de direitos humanos que pretendia participar do painel de 14 de novembro, escreveu no Twitter que a Associação de Estudantes e Estudiosos Chineses Pró-Pequim (CSSA, na sigla em inglês) provavelmente está por trás do cancelamento.

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“Dentre todos os grupos de estudantes chineses em universidades estrangeiras, apenas a CSSA tem o poder de organizar atividades políticas, como um protesto contra uma mesa redonda”, escreveu Teng. “E ontem à noite ouvimos dizer que os estudantes chineses da Columbia protestaram no local onde deveríamos conversar”.

Teng disse que estudantes chineses a favor da democracia disseram a ele que as CSSAs de todas as instituições americanas reportarão eventos do campus como esse ao consulado chinês, que instruirá os estudantes a favor de Pequim para que interfiram.

“Um grupo de estudantes chineses, provavelmente da CSSA, ameaçou a Universidade de Columbia de cancelar uma mesa redonda sobre direitos humanos em Hong Kong, Tibete, Turquestão Oriental, Uigures e China. E eles bloquearam a discussão com sucesso”, continuou Teng. “Um insulto extremo à liberdade de expressão neste país.”

Co-organizado por grupos da Anistia Internacional da Universidade de Nova Iorque e Columbia, o painel “Panopticismo com características chinesas: violações dos direitos humanos pelo Partido Comunista Chinês e como elas afetam o mundo” apresentaria alguns dos críticos mais diretos do regime comunista chinês. Além de Teng Biao, a lista de participantes também incluía Rose Tang, uma sobrevivente do massacre da Praça da Paz Celestial; o exilado tibetano Dorjee Tseten; a ativista juvenil de Hong Kong, Roxanne Chang, e Rushan Abbas, defensora dos direitos humanos dos uigures.

Em uma declaração conjunta, os participantes criticaram estudantes chineses pró-Pequim por “incidentes de flagrante vandalismo, expressões de ódio e agressão física”, citando o evento cancelado de Columbia como o mais recente exemplo de “uma tendência preocupante” nas universidades americanas.

“Estamos extremamente preocupados com o fato de as universidades americanas, refúgios seguros que acolhem a todos, faróis de liberdade, independência e verdade, tenham se convertido em campos de batalha e tenham sido feitas vítimas da ditadura que é o regime comunista chinês”, diz a declaração conjunta. “É chocante que o Partido Comunista Chinês, responsável pelo genocídio de milhões de tibetanos, uigures, mongóis e chineses há uma década, tenha exercido seu poder sobre as instituições educacionais americanas nas quais são protegidas as liberdades acadêmicas e a liberdade de expressão”.

“Estamos profundamente perturbados por testemunhar esse infeliz incidente em uma universidade de prestígio como a Universidade de Columbia. É um sinal de quão profundamente o comunismo chinês se infiltrou em nossas instituições acadêmicas e exerce sua influência.”

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