Venezuela se torna produtora de cocaína sob ordens de Maduro, denuncia ONG

Venezuela deixa de ser apenas uma ponte para a exportação ilícita de drogas e se torna produtora e processadora
Por JULIÁN BERTONE
24 de Septiembre de 2019 8:30 AM Actualizado: 24 de Septiembre de 2019 11:14 AM

Limitado às exportações de petróleo e em meio a uma crise econômica e política, o regime chavista começa a posicionar a Venezuela como uma potência produtora de cocaína.

Esta informação foi relatada por Javier Tarazona, diretor da FundaREDES, ao Ministério Público de Bogotá, onde apresentou mapas e documentos que comprovam a presença e as atividades de grupos terroristas armados na Venezuela.

Tarazona, que está no meio de uma campanha de alerta na Europa e na América Latina perante a CIDH da OEA, a ONU e o Tribunal Penal Internacional, expondo as atividades e a expansão de grupos armados irregulares no território venezuelano, fez uma série de declarações chocantes ao jornal espanhol ABC.

A Venezuela deixou de ser apenas uma ponte para a exportação ilícita de drogas para se tornar produtora e processadora “em quantidades incipientes, mas importantes, devido aos vínculos existentes entre a narcoguerrilha e o Cartel dos Sóis, integrados pela cúpula militar das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB)”, disse Tarazona.

Ele mencionou as FARC e o ELN em seu papel de “empregadores na fronteira”, juntamente com a participação de 28 outros grupos armados irregulares na região.

“Eles expropriaram ou confiscaram terrenos e fazendas que produzem gado. Como a mão-de-obra venezuelana é barata e eles pagam em dólares, eles têm um mercado de trabalho cativo para suas operações ilegais”, disse ele.

A ONG ressalta que os guerrilheiros colombianos estão presentes em pelo menos 17 dos 23 estados da Venezuela e que eles têm o apoio do regime socialista de Maduro e se deslocam dentro de suas instituições.

“O pior é que os líderes das FARC, como Iván Márquez e Jesús Santrich, entre outros, operam no palácio Miraflores, a cúpula de poder em Caracas, que os protege e financia e os trata como ministros com escoltas”, diz Tarazona

No final de abril, a Fundación Redes relatou ao procurador-geral da Venezuela o desaparecimento de aproximadamente 230.000 armas e munições de guarnições, explosivos, batalhões e órgãos policiais venezuelanos, que estariam nas mãos da narcoguerrilha colombiana, segundo a ONG.

As denúncias desta semana sugerem que o regime de Maduro participa da direção dos grupos terroristas não apenas na produção e no tráfico de drogas, mas também na exploração e proteção de depósitos minerais como os do Arco Mineiro do Orinoco no Estado de Bolivar, no sul da Venezuela, um território com importantes reservas de ouro, coltan e diamante concedidas a empreiteiros chineses, russos, palestinos e turcos.

“Esses grupos armados têm sede de sangue e decapitam aqueles que doam ou roubam materiais. Registramos 1200 desaparecimentos em 2018 e até agora este ano o número anterior dobrou”, diz Tarazona, indicando os perigos aos quais certas populações indígenas estão expostas.

Membros do grupo de guerrilha do Exército Nacional de Libertação da Colômbia (ELN) nas montanhas de Perija, perto da cidade fronteiriça de Cúcuta, em 6 de dezembro de 1999 (Foto por STR / AFP / Getty Images)
Membros do grupo de guerrilha do Exército Nacional de Libertação da Colômbia (ELN) nas montanhas de Perija, perto da cidade fronteiriça de Cúcuta, em 6 de dezembro de 1999 (Foto por STR / AFP / Getty Images)

O gerente também expressou preocupação com a atitude das instituições colombianas em relação ao tráfico de drogas, e às classificou como sendo “indiferentes” e em pé de igualdade com a Venezuela.

“O que me preocupa é a indiferença das instituições da Venezuela e da Colômbia na luta contra o narcotráfico, o que, de alguma forma, permitiu a expansão de grupos criminosos irregulares”, afirmou Tarazona.

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