Agência de Comércio dos EUA reafirma tarifa adicional de Trump sobre importações chinesas

Por REUTERS
29 de Agosto de 2019 Actualizado: 29 de Agosto de 2019

WASHINGTON – O escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos reafirmou em 28 de agosto os planos do presidente Donald Trump de impor uma tarifa adicional de 5% em uma lista de US$ 300 bilhões de importações chinesas a partir de 1º de setembro e 15 de dezembro.

O USTR disse em um comunicado oficial que, em 1º de setembro, a agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos começará a cobrar uma tarifa de 15% em uma parte da lista que contém mais de US$ 125 bilhões em produtos direcionados da China, incluindo relógios inteligentes, fones de ouvido Bluetooth, TVs de tela plana e calçados.

Uma tarifa de 15% será cobrada no restante da lista, que inclui telefones celulares, laptops, brinquedos e roupas, a partir de 15 de dezembro, mencionou a agência de acordo com o aviso do Federal Register.

O governo Trump já havia planejado impor uma tarifa mais baixa de 10% sobre os US$ 300 bilhões em importações, o que representa quase todas as importações norte-americanas remanescentes da China ainda a serem atingidas com tarifas punitivas norte-americanas.

Trump anunciou o aumento de tarifas na última sexta-feira no Twitter, em resposta às tarifas de retaliação chinesas sobre bens de US$ 75 bilhões, incluindo petróleo bruto, aumentando a prolongada guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

O aviso do Federal Register, no entanto, não mencionou o anúncio de Trump de aumentar seu imposto para 30% em uma lista separada de US$ 250 bilhões em importações chinesas a partir de 1º de outubro, que já estão sendo taxadas em 25%.

Um porta-voz do USTR disse que o aumento de tarifas no dia 1º de outubro, juntamente com um processo para coletar comentários públicos, serão detalhados em outro aviso do Federal Register.

“A resposta mais recente da China ao anunciar um novo aumento tarifário sobre as mercadorias dos Estados Unidos revelou que a ação atual que está sendo tomada não é a mais apropriada”, disse o USTR em um comunicado publicado em um site do governo na quarta-feira.

O governo Trump, há dois anos, vem tentando persuadir a China a eliminar práticas comerciais desleais e fazer mudanças radicais em suas políticas de proteção à propriedade intelectual, transferências forçadas de tecnologia para empresas chinesas, subsídios industriais e acesso a mercados.

A disputa comercial entre Estados Unidos e China, em julho de 2018, transformou-se em tarifas de centenas de bilhões de dólares em bens uns dos outros e ameaça engolir todo o comércio entre os dois países.

O USTR acusa a China de “atos, políticas e práticas injustas”, incluindo tarifas retaliatórias e “medidas concretas para desvalorizar sua moeda”.

O Tesouro dos Estados Unidos no início deste mês declarou a China um manipulador de moeda.

“Em suma, em vez de abordar os problemas subjacentes, a China aumentou as tarifas e adotou ou ameaçou retaliação adicional para proteger ainda mais os atos, políticas e práticas irracionais identificados na investigação, resultando em um aumento do dano à economia dos Estados Unidos”, disse o USTR em seu comunicado.

Por David Lawder

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