Chega à Guatemala primeiro migrante que decidiu retornar a seu país sob acordo de asilo com EUA

Acordo de asilo foi assinado em julho pelo ministro do Interior Enrique Degenhart e Kevin MacAleenan, agora ex-secretário de Segurança Nacional dos EUA
22 de Noviembre de 2019 Actualizado: 22 de Noviembre de 2019

Por Debora Alatriste, Epoch Times

Nesta quinta-feira (21), chegou ao território guatemalteco o primeiro migrante hondurenho como parte do acordo de asilo de imigração entre a Guatemala e os Estados Unidos, que designa a nação latino-americana como o terceiro país seguro, segundo informações da mídia local.

O hondurenho se chama José Ardón Montoya, de acordo com o La Hora, e chegou em um voo programado às 9 horas no Centro de Recepção de Retornados da Força Aérea da Guatemala.

Montoya pediu para voltar ao seu país e por isso terá o apoio da Organização Internacional para as Migrações (OIM), que ajudará a transferi-lo para um abrigo, onde passará por avaliação médica, e depois será enviado ao seu país, disse o ministério.

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O acordo de asilo foi assinado em julho pelo ministro do Interior Enrique Degenhart e Kevin MacAleenan, agora ex-secretário de Segurança Nacional dos EUA, disse o jornal Prensa Libre.

Parte do acordo consiste em que os migrantes de El Salvador e Honduras podem solicitar asilo na Guatemala, e os Estados Unidos podem deportar migrantes desses países para a Guatemala enquanto aguardam a resolução de seus pedidos de asilo.

Imigrantes guatemaltecos deportados dos Estados Unidos cobrem o rosto ao chegar à Base Aérea da Cidade da Guatemala em 21 de novembro de 2019 (ORLANDO ESTRADA / AFP via Getty Images)
Imigrantes guatemaltecos deportados dos Estados Unidos cobrem o rosto ao chegar à Base Aérea da Cidade da Guatemala em 21 de novembro de 2019 (ORLANDO ESTRADA / AFP via Getty Images)

“Hoje o primeiro voo procedente dos Estados Unidos pousou com um cidadão de nacionalidade hondurenha, o que conclui e operacionaliza o acordo de cooperação do acordo CA4, assinado há alguns meses”, disse Enrique Antonio Degenhart Asturias, ministro do Interior, em um artigo publicado pela ministério, e acrescentou que “mais pessoas chegarão a partir da próxima semana”.

Em seguimento ao processo que os migrantes recebidos pelo acordo seguirão, segundo o ministro, eles ingressarão no Centro de Atenção de Retornados, onde realizarão os procedimentos, terão seus objetos pessoais devolvidos, preencherão o respectivo documento e, nesse momento, terão a opção de solicitar a figura migratória que eles querem tomar.

“É importante dizer que a Guatemala protegerá os direitos humanos de todas as pessoas que ingressarem nesse programa ou entrarem em território nacional, por exemplo, se o cidadão hondurenho tiver solicitado medidas de proteção, a unidade do Instituto de Migração da Guatemala, que está encarregado de administrar esses procedimentos, fará seu ingresso no sistema de abrigo, mas esse não era o caso.”

Migrantes guatemaltecos deportados dos Estados Unidos chegam à base da Força Aérea na Cidade da Guatemala em 21 de novembro de 2019 (ORLANDO ESTRADA / AFP via Getty Images)
Migrantes guatemaltecos deportados dos Estados Unidos chegam à base da Força Aérea na Cidade da Guatemala em 21 de novembro de 2019 (ORLANDO ESTRADA / AFP via Getty Images)

A Guatemala concordou em assinar o tratado depois que o presidente Donald Trump ameaçou impor sanções.

Naquela época, Trump postou no twitter em 23 de julho: “A Guatemala, que está formando caravanas e enviando um grande número de pessoas para os Estados Unidos, algumas com antecedentes criminais, decidiu quebrar o acordo que eles tinham conosco para assinar um necessário Terceiro Acordo de Segurança”e acrescentou: “Estávamos prontos para partir. Agora estamos vendo proibições, taxas, encargos de remessa ou todos os itens acima. A Guatemala não tem sido boa. Os muitos dólares dos contribuintes americanos que os procuram foram cortados por mim há 9 meses”.

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