Desarmamento: genocídio puro e simples

É fato estatisticamente comprovado que países desarmados não são mais seguros que aqueles que permitem regras mais brandas para o armamento civil
Por Lucas Gandolfe, Instituto Liberal
10 de Enero de 2020 5:41 PM Actualizado: 10 de Enero de 2020 5:41 PM

“Todo o poder político vem do cano de uma arma. O partido comunista precisa comandar todas as armas; desta maneira, nenhuma arma jamais poderá ser usada para comandar o partido” (Mao Tsé-Tung)

É sabido que, durante toda a história humana, o poder de dominação de um homem sobre o outro se deu pela vantagem de força. Assim, para que o Estado garanta sua integral dominação, é necessário tirar dos cidadãos todo o seu poder bélico, deixando-os completamente impotentes e sem qualquer meio de defesa.

Quanto mais autoritário é um governo, maiores são as políticas desarmamentistas empreendidas contra os cidadãos de bem, já que, obviamente, um povo desarmado é incapaz de agir contra um governo armado. Ou seja, o desarmamento é uma forma eficaz de controle social, onde se convence o governado a abrir mão do seu direito individual de escolha e legítima defesa, depositando sua confiança no Estado protetor, também conhecido como “grande irmão” ou “pai do povo”.

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Exemplos não faltam, como: a) após o Nazismo chegar ao poder, Hitler determinou o desarmamento da população alemã; b) Lênin desarmou os russos. Stalin cometeu genocídio contra os kulaks ucranianos durante a década de 1930; c) o genocídio armênio de 1915, onde mais de um milhão de armênios morreram, foi precedido por um intenso desarmamento; d) quando as tropas de Mao Tsé-Tung invadiam vilarejos, elas capturavam os ricos. Em seguida, ofereciam a devolução das vítimas em troca de armas; e) a Alemanha Oriental, Polônia, Estônia, Letônia, Lituânia, Tchecoslováquia, Romênia, Bulgária, Iugoslávia, Albânia,Cuba e Venezuela (Estados comunistas) desarmaram seus cidadãos.

Em resumo, o desarmamento civil é sinônimo de tática de ditadores, já que governos autoritários temem cidadãos com armas. Um povo livre precisa estar armado, dizia George Washington.

Ademais, é fato estatisticamente comprovado que países desarmados não são mais seguros que aqueles que permitem regras mais brandas para o armamento civil. A Inglaterra, Austrália, Irlanda e, o pior deles, nosso Brasil são exemplos de aumento do número de crimes hediondos após uma lei desarmamentista defendida pelos governos de esquerda ser aprovada. Por exemplo, no Brasil, quando foi aprovado o Estatuto do Desarmamento, em 2003, tínhamos 51.043 homicídios anuais e hoje temos quase 70 mil. É um novo recorde a cada ano, infelizmente.

Precisamos entender que possuir arma é uma liberdade que também garante o pleno exercício de outros direitos individuais, como a vida e propriedade privada. Vidas incontáveis são salvas todos os dias pelo uso defensivo de armas; o cidadão detém mais um meio de proteção própria, da sua família e das pessoas à sua volta, já que a presença policial não é onipresente; criminosos não compram armas em lojas e depois registram junto às autoridades, bem como a adquirem como um investimento para os seus vis intentos; armas não matam e sim pessoas de carne e osso; etc.

No Brasil, a grande defensora do desarmamento foi a esquerda personificada no PT, apresentando-o sob o manto de proteção dos seus infantis súditos e meio eficaz de combate ao crime; mas será mesmo que o PT se preocupava tanto conosco? Pelo fruto se conhece a árvore (MT. 12:33), então vamos a ele.

Se existe uma verdade, é que a esquerda brasileira sempre fomentou a violência criminosa para usá-la como instrumento de destruição sistemática da ordem social, espelhando-se, especialmente, na técnica do marxista Herbert Marcuse que, em substituição do proletariado de Marx, sugeriu alistar para a revolução assassinos, traficantes, estupradores e tutti quanti. Para tanto, iniciou-se um trabalho intenso pela beatificação do “banditismo” inocente que luta contra a sociedade opressora, demonizando, principalmente, nossas forças policiais. Isso nos livros, novelas, jornais, etc., até chegar às atuais políticas de segurança pública e direito criminal (passamos da imaginação para a ação). Hoje, colhemos o fruto.

Fato é que o desarmamento da população, a criminalização das ações policiais, a leniência proposital para com jovens delinquentes e demais criminosos, a tolerância à violência social, impunidade, vêm oprimindo todos os dias o brasileiro, impotente de se defender da menor ameaça. O PT desarmou o cidadão cumpridor da lei ao mesmo tempo em que beatificou, armou e abrandou os meios punitivos contra os verdadeiros criminosos. Porca miséria! Somos cotidianamente reféns e vítimas da criminalidade.

Enquanto o cidadão não se desenfeitiçar da enganosa propaganda desarmamentista imposta a custo de milhões de reais pelo governo petista e seus asseclas do jornalismo tupiniquim, a onda de crimes e genocídio do povo brasileiro não cessará de crescer. O desarmamento civil foi um dos maiores crimes já cometidos contra nós.

Lucas Gandolfe é advogado e jornalista

O conteúdo desta matéria é de responsabilidade do autor e não representa necessariamente a opinião do Epoch Times

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