EUA acusam ONU de questionar sua soberania com denúncia de embargo a Cuba

Por EFE
07 de Noviembre de 2019
Actualizado: 07 de Noviembre de 2019

Nações Unidas, 7 nov – A representante permanente dos Estados Unidos na ONU, Kelly Craft, acusou nesta quinta-feira a organização de questionar o direito de seu país de escolher com quem comercializar.

O motivo da queixa foi a denúncia feita pela ONU contra o embargo que o governo americano mantém contra Cuba há quase seis décadas.

“Como todas as nações, decidimos com quais países negociamos. Este é nosso direito soberano, estamos preocupados que a comunidade internacional, em nome da proteção da soberania, continue questionando este direito”, disse Craft em pronunciamento na Assembleia Geral das Nações Unidas.

A Assembleia pretende votar hoje uma resolução não vinculativa proposta por Havana e intitulada: “Necessidade de acabar com o embargo econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América a Cuba”.

Desde ontem, a grande maioria dos países da comunidade internacional manifestou apoio a Cuba nesta área e denunciou não só o embargo à ilha, mas também as sanções que os Estados Unidos impõem a outros países que comercializam ou negociam com o país latino-americano.

Desde 1992, a esmagadora maioria dos 193 Estados membros das Nações Unidas apoiou Havana nas suas reivindicações, com exceção dos Estados Unidos e de Israel, que votaram contra, e de Ucrânia e da Moldávia, que no ano passado não exerceram o direito de voto.

Em seu discurso, Craft afirmou que o que “mais preocupa” os Estados Unidos é que “a cada ano esta organização aponta que o regime cubano não tem outra alternativa a não ser continuar abusando de seu próprio povo em resposta ao bloqueio”.

Craft também destacou que os EUA e sua política não “forçam o povo cubano a violar os direitos humanos de seu próprio povo”.

Em 2018, os Estados Unidos tentaram, sem sucesso, incluir emendas à resolução, incluindo questões relativas a abusos e violações cometidos pelas autoridades cubanas, uma iniciativa da qual desistiram este ano.

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