Evo Morales diz que quer maior presença russa na Bolívia para ‘equilibrar a situação’

“Os venezuelanos e a América Latina devem se preocupar com as ações da Rússia. A entrada de tropas e a abertura de um centro de treinamento no país são provocações óbvias”
05 de Diciembre de 2019
Actualizado: 05 de Diciembre de 2019

Por Eduardo Tzompa, Epoch Times

Em entrevista ao portal de notícias ABC, Evo Morales disse que gostaria de uma maior presença da Rússia na América Latina, depois de ser perguntado sobre qual é sua opinião sobre a possível influência de espiões russos e chineses em protestos recentes no Equador e no Chile.

“Eu tenho um bom relacionamento com a China e sempre conversei com eles sobre comércio, desenvolvimento, investimento”, afirmou Morales. “Com a Rússia, estamos apenas esperando e quero maior presença da Rússia na América Latina frear esse modo de hegemonizar. Queremos boas relações com a Rússia para equilibrar a situação”, acrescentou.

Evo Morales falou da Cidade do México, onde vive desde 12 de novembro, depois que seu aliado socialista lhe concedeu asilo político em meio a fortes protestos contra fraudes eleitorais que o obrigaram a deixar a Bolívia.

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Seu desejo de uma maior participação da Rússia contrasta com as recentes advertências feitas pelo Comando Sul dos EUA, que garantem que a presença da Rússia ao lado de regimes como o cubano e o chinês na região da América Latina e do Caribe suscita sérios problemas de segurança.

Durante evento do Grupo de Escritores de Defesa realizado em Washington em 6 de outubro, o almirante da Marinha Craig S. Faller falou sobre os resultados da participação da Rússia na Venezuela e disse que o relacionamento “está ajudando a sustentar o regime de Nicolás Maduro, através da venda de armas e assistência em segurança ”, e que “também está operando em outros lugares”.

Faller explicou que centenas de russos, tanto das forças armadas como de contratados, estão na Venezuela “ajudando Maduro a perpetuar seu reinado de terror no país”.

Ele também disse que em outros países da região, como a Nicarágua, a Rússia administra centros de treinamento antinarcóticos e antiterroristas que “têm objetivos duplos duvidosos” e que, por sua vez, o Kremlin “implantou bombardeiros com capacidade nuclear, implantou seu navio de guerra mais avançado, capazes de disparar mísseis de cruzador nucleares em toda a região”, e tudo isso no ano passado.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, fez um aviso semelhante no dia 12 de abril, durante uma conferência de imprensa na cidade de Santiago do Chile, dizendo que os líderes latino-americanos deveriam se preocupar com as ações da Rússia na região, segundo relatos da mídia.

As declarações de Ponpeo foram feitas depois que o governo russo enviou dois aviões com 99 soldados e 35 toneladas de carga para a Venezuela, em conformidade com os contratos técnico-militares entre os dois países, segundo a agência Ria.

“Os venezuelanos e a América Latina devem se preocupar com as ações da Rússia. A entrada de tropas e a abertura de um centro de treinamento no país são provocações óbvias”, disse Pompeo a repórteres no Chile.

Ele também acusou Vladimir Putin de manter relações com os líderes autoritários de Cuba e Nicarágua e, ao mesmo tempo, ratificou o compromisso dos Estados Unidos de não permitir que os russos “intensifiquem uma situação já precária” na região.

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