Mãe indignada busca sua filha na escola e a encontra chorando em uma “cela” de detenção

Por ROBERT JAY WATSON
30 de Agosto de 2019 Actualizado: 31 de Agosto de 2019

Quando os pais deixam seus filhos na escola de manhã, eles imaginam que eles terão a oportunidade de aprender, brincar e crescer em um ambiente seguro, onde professores e administradores se importarão com seu bem-estar.

O que eles não esperam é que seu filho, caso esteja se comportando mal, seja colocado sozinho em uma sala menor que uma cela por horas.

Mas essa foi exatamente a cena que a mãe, Connie Ramstad, enfrentou quando chegou para buscar sua filha, Alegra, na escola primária que a menina estudava.

A história ocorreu na Rock Ridge Elementary, no Colorado, quando a filha de Connie, Alegra, que tinha 8 anos na época, teve uma briga com um colega. Segundo Connie, a filha estava sofrendo bullying de uma outra criança por um ano.

Her horrified mum has pulled her out of school.

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Alegra estava cansada do abuso e disse ao garoto: “Por que você está sendo mau comigo? Pare de ser mau comigo, ou vou contar à minha mãe sobre você”, como relatado por KGMH em Denver. O garoto informou à professora que Alegra o “ameaçara”.

Não está claro se um professor esteve presente durante o acontecimento, mas o resultado foi que Alegra foi enviada para a “prisão” diante da suposta ameaça. Mas não foi isso que que realmente irritou  Connie, mas sim o que aconteceu depois.

Quando Connie chegou, notificada pela escola de que Alegra estava sendo detida, ela ficou horrorizada ao ver como era a sala de detenção e o estado em que sua filha estava. Seus olhos estavam vermelhos e inchados, e os funcionários da escola confirmaram que ela chorava há muito tempo.

Connie ficou chateada porque teve a impressão de que os administradores disseram que o problema em si era o choro de Alegra. Como ela disse à KDVR, em Denver, ela respondeu: “Minha filha parece estar tendo alguns problemas sérios lá e vocês nem a consolaram”.

Ainda mais perturbador era o próprio espaço onde Alegra havia sido mantida. “Eu encontrei nossa garota basicamente em uma cela. O que eles chamam de sala de detenção. Esta pequena sala tem [aproximadamente] 0,61 m por 1,22 m ”, como ela disse à KGMH. Connie tirou fotos para documentar o abuso cruel da filha.

The school says the room is used appropriately.

تم النشر بواسطة ‏‎Denver7‎‏ في الأحد، ٢٩ أكتوبر ٢٠١٧

Para Connie, o aspecto horrível da situação foi exacerbado pelo fato de que o primo de Alegra havia cometido suicídio depois de ter sido vítima de bullying alguns anos antes, como ela disse ao KMGH. Ele acrescentou que as escolas devem levar a sério os relatos de bullying. “Você espera que as pessoas o ouçam, que as pessoas se importem o suficiente para não deixar que histórias terríveis se repitam”, acrescentou.

Quanto à escola, eles responderam que a sala era simplesmente um lugar para os alunos que precisavam de “tempo” da sala de aula e de seus colegas de classe. O diretor da escola, Peter Mosby, disse à KDVR que a sala é uma “sala de aprendizado”, onde os alunos podem se acalmar quando não conseguem controlar suas emoções ou se comportar adequadamente nas aulas.

Segundo Mosby, os alunos são verificados pela equipe, podem comer lanches, beber água e usar o banheiro. Ele até disse que seu próprio filho teve que passar algum tempo lá como resultado de problemas comportamentais.

Mas nada disso foi um grande consolo para Alegra, que ficou muito chateada por ela ter permanecida lá por duas horas. “Não sabemos quanto tempo ela ficará traumatizada com isso. Ela está mal há três dias”, disse a mãe à KGMH.

Devido ao confinamento e colapso emocional: “Alegra passou a pensar na escola como um lugar assustador”. “Não parece seguro lá. Ela não se sente segura em nenhum lugar da escola”, disse Connie ao KDVR.

Enquanto isso, os Ramstad decidiram transferir Alegra para outra escola, onde poderiam estar livres de bullying e ter a oportunidade de começar de novo.

Mas permanece a questão de que tipo de disciplina é apropriado para crianças pequenas e quanto os pais sabem sobre o que acontece nas escolas de seus filhos. Como advogado de Connie, Igor Raykin disse ao KGMH: “Não é assim que se trata uma criança”.

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