Professora de química incendeia aluno de 15 anos e o desfigura permanentemente

A professora tentou apagar as chamas com água, mas por engano jogou álcool, agravando o problema
Por Zachary Stieber
28 de Agosto de 2019 Actualizado: 28 de Agosto de 2019

Um estudante da Geórgia sofreu graves queimaduras depois que sua professora de química o incendiou este mês.

Malachi McFadden estava na aula de química da Redan High School em 6 de agosto, quando sua professora conduziu um experimento que envolvia queimar uma nota de dólar com fogo.

“O fogo ficou fora de controle como esperado, porque havia etanol em uma tigela. E em vez de jogar água para apagá-lo, parece que a professora pegou uma garrafa de etanol e a jogou no recipiente”, disse o advogado Chris Stewart à WSB-TV.

McFadden, de 15 anos, sofreu queimaduras de terceiro grau em todo o corpo, disse o advogado. “Um de seus alunos ficou permanentemente desfigurado devido à falta de cuidado da escola”, disse Stewart.

McFadden explicou à sua irmã que a professora tentou apagar as chamas com água, mas que por engano jogou álcool, agravando o problema, disse a irmã à WSB-TV.

Ela mencionou que seu irmão descreveu a sensação como se um maçarico o tivesse incendiado.

Stewart salientou que o objetivo do experimento não era muito claro.

Em um e-mail enviado aos pais e responsáveis naquele mesmo dia, a diretora Janice Boger escreveu: “Este comunicado é para informá-los de um incidente ocorrido nesta manhã com um experimento de laboratório. Durante a experiência, um aluno foi queimado pelo fogo. O serviço médico de emergência foi chamado para atender o aluno. Permitam-me aproveitar esta oportunidade para garantir que oferecer um ambiente de aprendizado seguro é uma prioridade na Redan High School. Este é um incidente isolado e todas as medidas de segurança serão revisadas.”

Em outro comunicado divulgado em 9 de agosto e obtido pelo 11 Alive, o Distrito Escolar do Condado de DeKalb disse que uma enfermeira da escola foi com McFadden ao hospital.

“O Distrito Escolar do Condado de DeKalb sempre se preocupa com o bem-estar de nossos alunos. Após o infeliz acontecimento, a enfermeira da escola acompanhou Malachi ao hospital para acalmá-lo e confortá-lo. Além disso, o vice-superintendente foi a Redan para prestar apoio em caso de crise aos estudantes que testemunharam o incidente”, afirmou o comunicado.

“Desde terça-feira, o vice-superintendente, o superintendente regional e o diretor estão em contato com a família de Malachi. Outros membros da equipe de Intervenção no Suporte ao Estudante continuarão o acompanhamento à medida que se recupere. O distrito considera que esta é uma investigação em curso.”

Nenhuma declaração foi publicada no site do distrito e a escola não comentou publicamente o que aconteceu.

Foram pagos 60 milhões como indenização em um caso semelhante

Um júri de Nova York indenizou um estudante com quase US$ 60 milhões depois dele ter sofrido queimaduras quando seu professor de química conduziu incorretamente um experimento em 2014.

Alonzo Yanes tinha 16 anos quando sua professora, Anna Poole, tentou fazer o chamado “experimento do arco-íris”, mas cometeu um erro. Uma bola de fogo explodiu e envolveu Yanes. Ele sofreu queimaduras de terceiro grau em mais de 30% do corpo.

A diretora da Beacon High School, Ruth Lacey, disse ao tribunal que “cometeu um erro” ao não informar adequadamente os funcionários sobre as diretrizes de segurança antes do experimento, informou o New York Post.

O diretor assistente da Escola Secundária Beacon, Harry Streep, disse que Lacey sabia que os alarmes de fumaça nas salas de aula não funcionavam, mas ela disse que não sabia.

“Em última instância, sou responsável pela forma como a escola funciona. Entendi que o Sr. Streep estava encarregado das questões de segurança, mas, sinceramente, não me lembro dele.”

O júri finalmente concedeu a Yanes 59 milhões de dólares.

“Eles devolveriam esses 59 milhões em um piscar de olhos se houvesse uma maneira de desfazer todo o ocorrido”, disse o advogado Ben Rubinowitz, que representou a família Yanes, segundo informou o New York Daily News.

Metade do dinheiro foi concedido pela dor e sofrimento. A outra metade foi por causa do sofrimento que Yanes terá no futuro.

Jo Ann Jacobsen, de 65 anos, um dos jurados, disse que o mesmo experimento causou queimaduras em dois outros estudantes em 2006, em Oklahoma.

“O testemunho de Yanes foi triste porque ele estava tentando se manter forte. Ele só tem 16 anos! Talvez ele nunca consiga ter uma namorada. Talvez ele nunca consiga ter uma família. Eu me sinto muito mal por ele”, disse Jacobsen. “Isso já aconteceu antes, então por que correr sempre esse mesmo risco?”

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