Chancelaria da Rússia cobra que países signatários salvem o acordo nuclear

Por efe
06 de Enero de 2020
Actualizado: 06 de Enero de 2020

Moscou, 6 jan – O Ministério das Relações Exteriores da Rússia divulgou nesta segunda-feira, por meio de comunicado, que os países signatários do acordo nuclear de 2015 (JCPOA) devem seguir trabalhando para salvá-lo, depois que o Irã anunciou que deixará de cumprir a última das limitações impostas ao programa.

“Convocamos, insistentemente, todos os sócios a não deixarem a via indicada pelo JCPOA e criarem condições para o retorno em um fluxo constante”, aponta o texto.

De acordo com a Chancelaria russa, não existe outra receita válida para salvar o acordo nuclear, assinado também por Irã, Alemanha, China, Estados Unidos, França, Reino Unido, além da União Europeia, em 14 de julho de 2015.

“A decisão tomada em 5 de janeiro por parte dos iranianos, sobre a cessação dos compromissos voluntários correspondentes ao JCPOA é uma consequência do acúmulo de contradições deste acordo. Todos os países que atualmente participam do acordo, precisam continuar trabalhando intensamente”, diz o comunicado.

Os países europeus buscam tomar medidas para salvar o pacto, depois que os Estados Unidos o deixaram, mas nenhuma ainda foi efetiva. O canal especial de pagamentos prometido para diminuir o impacto das sanções americanas não foi colocado em marcha.

“A Rússia se atém integralmente ao JCPOA e os objetivos que o acordo busca. Estamos dispostos a continuar trabalhando para alcançá-los”, diz o Ministério das Relações Exteriores da Rússia.

Para os diplomatas russos, os obstáculos que comunidade internacional precisa enfrentar “exigem vontade política e uma resposta coletiva”, em recado para todos os principais integrantes do JCPOA.

Para a Chancelaria, inclusive, quando os objetivos forem alcançados, os iranianos “não terão motivos para descumprir com as demandas acordadas”.

Em comunicado divulgado ontem, o Irã afirmou que adotará o quinto passo de redução dos compromissos nucleares assumidos pelo país há quatro anos, que era o limite de 6.100 centrífugas para produzir urânio previsto no acordo.

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