Chinês é acusado pelo Departamento de Justiça dos EUA de roubar segredos comerciais

FBI tem mais de 1.000 investigações ativas sobre roubo de propriedade intelectual (PI), quase todas direcionadas à China, segundo o diretor da agência
23 de Noviembre de 2019
Actualizado: 23 de Noviembre de 2019

Por Janita Kan, Epoch Times

Um homem de nacionalidade chinesa que trabalhou para a Monsanto, empresa americana de biotecnologia agrícola e agroquímica, foi acusado por um grande júri federal dos Estados Unidos de espionar e roubar segredos comerciais para o regime chinês.

Em 21 de novembro, Haitao Xiang, de 42 anos, que trabalhou para a Monsanto e sua subsidiária The Climate Corporation, entre 2008 e 2017, foi acusado de conspirar para cometer espionagem econômica e de planejar o roubo de segredos comerciais por um grande júri federal, anunciou o Departamento de Justiça (DOJ).

Este é o mais recente de uma série de casos de espionagem econômica em que se descobriu que cidadãos chineses planejaram roubar propriedade intelectual de empresas americanas para beneficiar o regime comunista chinês. Alguns conseguiram. Desde janeiro de 2018, mais de 30 casos de espionagem relacionados à China, incluindo aqueles envolvendo oficiais de inteligência chineses, ex-oficiais de inteligência dos EUA e cidadãos chineses que foram manchete nos principais jornais.

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Funcionários do Departamento de Justiça disseram que Xiang, que era um cientista de imagens em Monsanto, tentou roubar um algoritmo que era um componente crucial para uma plataforma de software agrícola online usada pelos agricultores para coletar, armazenar e visualizar dados críticos do setor agrícola, e aumentar e melhorar a produtividade. O algoritmo, conhecido como Otimizador de Nutrientes, foi considerado um segredo comercial valioso para a gigante do agronegócio.

As autoridades federais disseram que Xiang tentou deixar os Estados Unidos levando com ele o Otimizador de Nutrientes em junho de 2017, um dia após sua demissão da Monsanto. No entanto, ele foi preso no aeroporto com cópias do algoritmo roubado.

“A promotoria afirma que este é outro exemplo de como o regime comunista chinês usa seu programa Planos de Talentos para incentivar os funcionários a roubar propriedade intelectual de seus empregadores americanos”, disse o vice-procurador geral de Segurança Nacional, John C. Demers, em comunicado.

“Xiang foi promovido pelo regime comunista chinês com base em sua experiência na Monsanto. Um ano depois de ser selecionado para o Plano de Talentos, ele largou o emprego, comprou uma passagem só de ida para a China e foi surpreendido no aeroporto com uma cópia do algoritmo patenteado da empresa antes que ele pudesse levá-la”, acrescentou.

Se condenado, Xiang enfrentará um máximo de 15 anos de prisão e uma multa de US$ 5 milhões por cada acusação de espionagem, e até 10 anos de prisão e uma multa de US$ 250 mil por cada acusação de roubo de segredos comerciais.

O DOJ lançou a “Iniciativa China” em novembro passado com o objetivo de combater as ameaças representadas pela espionagem de agentes do regime chinês e outras formas de infiltração da China nos Estados Unidos.

“A China quer os frutos da capacidade intelectual dos Estados Unidos para plantar as sementes de seu domínio econômico planejado. Impedir que isso aconteça exigirá o esforço de todos, aqui no Departamento de Justiça, em todo o governo dos Estados Unidos e no setor privado”, disse Demers, que lidera a iniciativa.

Mais de 80% de todas as acusações de espionagem econômica registradas por promotores federais desde 2012 implicaram a China, segundo o DOJ.

Enquanto isso, o FBI tem mais de 1.000 investigações ativas sobre roubo de propriedade intelectual (PI), “quase todas direcionadas à China”, disse Christopher Wray, diretor do FBI, a senadores em audiência no Congresso em julho.

Com a colaboração de Cathy He

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