Irã inicia processo de enriquecimento de 5% de urânio na fábrica de Fordo

Por EFE
06 de Noviembre de 2019 11:23 AM Actualizado: 06 de Noviembre de 2019 11:23 AM

Teerã, 6 nov – O Irã iniciou nesta quarta-feira o processo de enriquecimento de 5% de urânio na usina nuclear de Fordo, injetando gás em centrífugas, como parte do quarto passo da redução de seus compromissos nucleares.

De acordo com a agência local “ISNA”, um tanque com cerca de 2 mil quilos de hexafluoreto de urânio (UF6) já foi transferido da fábrica de Natanz para Fordo para injetar o gás nas centrífugas.

Esse processo está sendo realizado na presença dos inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), responsáveis pela supervisão do programa nuclear iraniano.

O chefe da Agência de Energia Atômica do Irã (AEAI), Ali Akbar Salehi, explicou ontem que em Fordo, o urânio será enriquecido “até 5%”, além de isótopos estáveis.

O acordo nuclear assinado em 2015 entre o Irã e seis grandes potências, e do qual os Estados Unidos se retiraram no ano passado, estipula um limite de enriquecimento de 3,67%. Embora as autoridades iranianas já tenham ultrapassado esse nível, no mês de julho, chegando a 4,5%.

Quanto às possibilidades do Irã realizar um enriquecimento de 20%, Salehi disse que isso não está nos planos no momento, pois eles têm reservas suficientes de urânio enriquecidas nesse nível.

Em caso de esgotamento dessa reserva, Akbar Salehi acrescentou que eles têm capacidade para produzir, uma vez que no passado, em Fordo foi enriquecido tanto com 5% e como com 20%.

Essas medidas ocorrem no dia seguinte a ordem do presidente iraniano, Hassan Rohani, que a Aiea iniciasse em Fordo a injeção de gás UF6 nas 1.044 centrífugas existentes na usina, uma medida que também contradiz o acordo nuclear de 2015.

Cómo puede usted ayudarnos a seguir informando

¿Por qué necesitamos su ayuda para financiar nuestra cobertura informativa en Estados Unidos y en todo el mundo? Porque somos una organización de noticias independiente, libre de la influencia de cualquier gobierno, corporación o partido político. Desde el día que empezamos, hemos enfrentado presiones para silenciarnos, sobre todo del Partido Comunista Chino. Pero no nos doblegaremos. Dependemos de su generosa contribución para seguir ejerciendo un periodismo tradicional. Juntos, podemos seguir difundiendo la verdad.