Netanyahu reafirma apoio aos EUA e ameaça o Irã caso Israel seja atacado

Por EFE
08 de Enero de 2020
Actualizado: 08 de Enero de 2020

Jerusalém, 8 jan – O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta quarta-feira, após o ataque do Irã a bases americanas no Iraque, que seu país dará um “duro golpe” caso seja atacado e parabenizou os Estados Unidos por matar o comandante iraniano Qasem Soleimani.

“Qasem Soleimani foi responsável pela morte de inúmeros inocentes. Ele trouxe instabilidade a muitos países. Durante décadas, ele alimentou o medo, a miséria e a dor e planejou levar a uma situação ainda pior”, disse Netanyahu, durante uma conferência em Jerusalém.

“Parabenizo o presidente (americano Donald) Trump por agir de forma rápida, decisiva e corajosa contra o ‘arquiterrorista’, que foi o arquiteto e a força motriz de uma campanha de massacres e terrorismo em todo o Oriente Médio, Irã e no mundo. É muito importante dizer que Israel está próximo aos EUA”, acrescentou.

Netanyahu, que disputará novas eleições em março no país, que está sob bloqueio político desde abril do ano passado, alertou que a “tensão regional” e “a luta entre extremistas e moderados continuam”.

Por um lado, afirmou, é “o Islã radical liderado pelo Irã que tenta prender grandes partes da região através do terror assassino” e tenta “ameaçar, sufocar e destruir” Israel, pois “entendeu que este país é a força mais poderosa da cultura ocidental” na região e, por outro lado, “o setor pragmático, ameaçado pelos extremistas islâmicos, que entende o significado de lutar pela sobrevivência, pela vida e pelo futuro”.

O premier israelense completou dizendo que “permanecerá firme diante de seus inimigos. Firme e forte. Quem tentar nos atacar sofrerá um duro golpe”.

A morte do comandante da Força Quds, unidade especial dos Guardiões da Revolução Islâmica, na última sexta-feira, iniciou uma escalada que aumentou a tensão na região.

Até agora, Teerã respondeu bombardeando duas bases americanas no Iraque. Um dos temores em Jerusalém é o possível ataque desse país ao seu território ou às Colinas de Golã, território sírio ocupado por Israel desde 1967.

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