Regimes de Cuba e Venezuela incentivam distúrbios na América Latina, diz Elliott Abrams

A autoridade se manifestou contra os recentes protestos na Colômbia, Bolívia, Chile e Equador e acusou as ditaduras castrista e chavista de estarem por trás dos incidentes
29 de Noviembre de 2019
Actualizado: 29 de Noviembre de 2019

Por Eduardo Tzompa, Epoch Times

O enviado especial dos Estados Unidos para a Venezuela, Elliott Abrams, declarou que os regimes de Cuba e Venezuela são aqueles que fomentam os distúrbios que estão ocorrendo na América Latina.

Em uma coletiva de imprensa realizada na quarta-feira, 27 de novembro, a autoridade se manifestou contra os recentes protestos na Colômbia, Bolívia, Chile e Equador e acusou as ditaduras castrista e chavista de estarem por trás dos incidentes.

Abrams salientou que nos países afetados havia a presença de cubanos e venezuelanos envolvidos nos distúrbios, que acabaram sendo expulsos ou presos.

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“Está começando a aparecer evidências de um esforço dos regimes de Cuba e Venezuela de exacerbar os problemas na América do Sul. É óbvio e há algumas evidências, por exemplo, as expulsões. Há um caso na Bolívia da prisão de (quatro) cubanos que levavam consigo US$ 100 mil em dinheiro”, disse Abrams.

Além do caso dos cubanos presos, ele mencionou a recente expulsão de 59 venezuelanos acusados de incentivar revoltas contra o governo do presidente colombiano Iván Duque.

Abrams também reafirmou o compromisso dos Estados Unidos de ajudar a devolver a democracia à Venezuela e alertou que eles seguirão “de muito perto o que cubanos e venezuelanos estão fazendo na América do Sul”.

Além disso, confirmou que, em 3 de dezembro, será realizada em Bogotá uma reunião dos países que compõem o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR), quando se espera que novas sanções sejam aprovadas contra membros do regime de Nicolás Maduro.

“Esperamos adotar de maneira coordenada restrições e negação de visto contra várias dezenas de oficiais” do regime chavista, disse o diplomata.

Em relação às sanções dos EUA contra a Venezuela, ele disse que as “sanções não abrangem alimentos e medicamentos. O regime em Caracas pode comprar todos os medicamentos e alimentos que desejar, inclusive dos EU. O drama da Venezuela é que Maduro não está está comprando o suficiente porque dedica a maior parte de sua produção de petróleo à Rússia, China e Cuba.”

Em seus comentários, ele também mencionou os seis funcionários da Citgo (empresa subsidiária de petróleo da PDVSA em Houston) que estão presos há dois anos na Venezuela e explicou que eles estão sendo mantidos em condições deploráveis e sem o direito do devido processo legal. Ele anunciou que a Casa Branca estará à procura da próxima audiência que será realizada em 2 de dezembro e alegou que os americanos cancelaram 27 audiências até agora.

Refinaria de propriedade da Citgo, subsidiária da PDVSA, empresa estatal de petróleo da Venezuela, em 1º de fevereiro de 2019 em Lemont, Illinois (Scott Olson / Getty Images).
Refinaria de propriedade da Citgo, subsidiária da PDVSA, empresa estatal de petróleo da Venezuela, em 1º de fevereiro de 2019 em Lemont, Illinois (Scott Olson / Getty Images).

O caso dos funcionários presos em 2017 tem sido um dos pontos de tensão entre o governo Donald Trump e o regime de Maduro. Em 2017, executivos foram presos pelo regime de Maduro, acusados de desvio de verbas públicas, contrato entre autoridade pública e empreiteiro, lavagem de dinheiro e organização criminosa, entre outros. No entanto, seus parentes alegam que as acusações de corrupção são falsas, e o governo dos Estados Unidos os considera “prisioneiros políticos” e pede sua libertação desde então.

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