Donald Trump apoia Jeanine Áñez em seus esforços para garantir eleições livres na Bolívia

Jeanine Áñez assumiu a presidência interina da Bolívia em 12 de novembro, dois dias depois de Morales ter renunciado à sua posição após sugestão das forças armadas do país em meio a um clima de fortes protestos causados ​​por suspeita de fraude eleitoral
Por Eduardo Tzompa, Epoch Times
18 de Diciembre de 2019
Actualizado: 18 de Diciembre de 2019

O presidente dos EUA, Donald Trump, expressou na terça-feira (17) seu apoio à presidente interina da Bolívia Jeanine Áñez em seu trabalho pela democracia e se opôs aos atos de violência que ocorrem na região e àqueles que os provocam.

“Apoiamos Jeanine Áñez na Bolívia enquanto trabalhamos para garantir uma transição democrática pacífica através de eleições livres. Denunciamos a violência em curso e aqueles que a provocam dentro da Bolívia quanto fora. Os Estados Unidos apoiam o povo da região em sua busca pela paz e pela democracia”, escreveu Trump em sua conta no Twitter.

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Por sua vez, Áñez agradeceu “o apoio do Presidente dos Estados Unidos” e salientou: “Nosso trabalho é pacificar nossa pátria e convocar eleições, como foi expresso pelos cidadãos”.

Em outro exemplo, em 13 de dezembro, durante uma reunião na Casa Branca, Donald Trump e seu colega paraguaio Mario Abdo Benítez, que estava visitando os Estados Unidos, também manifestaram seu apoio a Áñez e ao presidente encarregado venezuelano Juan Guaidó em seus esforços para “restaurar a ordem constitucional” com o objetivo de realizar eleições livres e justas na região, segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores do Paraguai.

Jeanine Áñez assumiu a presidência interina da Bolívia em 12 de novembro, dois dias depois de Morales ter renunciado à sua posição após sugestão das forças armadas do país em meio a um clima de fortes protestos causados ​​por suspeita de fraude eleitoral. Áñez, antes de assumir o cargo, foi nomeada presidente do Senado, casa na qual era uma das vice-presidentes do partido União Democrática.

Em suas primeiras palavras, depois de assumir o comando do país, Añez agradeceu a confiança diante dos “dias difíceis” que o país teria pela frente, mergulhado em uma grave crise política e social, com pelo menos sete mortos e centenas de feridos provocados pelas disputas entre apoiadores de Morales e os opositores.

Depois de assumir, Áñez se tornou a segunda mulher a assumir a presidência do país, depois de Lidia Gueiler Tejada, que ocupou o cargo entre 1979 e 1980.

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