Maduro envia capitã de milícias chavistas como embaixadora na Argentina

Por Anastasia Gubin, Epoch Times
17 de Diciembre de 2019
Actualizado: 17 de Diciembre de 2019

A ditadura da Venezuela nomeou como embaixadora na Argentina a capitã de milícias chavistas, Stella Lugo Vetancourt, apresentada recentemente pelo regime de Nicolás Maduro como ministra do Turismo.

Lugo é irmã de Noel Lugo, acusada pela Subcomissão de Combate às Drogas, Anti-Terrorismo e Crime Organizado, por chefiar uma quadrilha de narcotraficantes.

Membros da sede diplomática venezuelana na rua Luis María Campos revelaram ao jornal Clarín a aparição da líder chavista no sábado, mencionando seu novo cargo.

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Após a mudança radical de governo na Argentina, aliados políticos do novo presidente, Alberto Fernández, haviam anunciado que reconheceriam o presidente encarregado venezuelano Juan Guaidó e a legítima embaixadora Elisa Trotta.

Fernández também anulou as sanções adotadas pelo país no início de dezembro contra 29 membros do regime de Maduro, no âmbito da aplicação do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR) e da Organização dos Estados Americanos (OEA), em favor de governo legítimo da Venezuela.

Investigações feitas pela Infobae indicam que Stella Marina Lugo Betancourt chegou a Buenos Aires há quase uma semana, juntamente com a delegação de Maduro que foi convidada para a cerimônia de posse de Fernandez em 10 de dezembro. A delegação incluía Jorge Rodríguez, ministro da Comunicação da ditadura venezuelana e um dos sancionados pelo TIAR.

A capitã apresentou nesta segunda-feira, 16 de dezembro, suas credenciais ao governo e recebeu as boas-vindas do ministro das Relações Exteriores, Felipe Solá.

Em 2017, Maduro nomeou Stella Lugo como “Protetora de Anzoátegui”, para assumir o governo paralelo junto com o governo legítimo de Anzoátegui, e desviou fundos para prover o cargo. “Essa manobra é muito comum no regime chavista que, toda vez que perde, monta uma estrutura paralela de poder”, observa Infobae.

Lugo também foi governadora do estado de Falcón na fronteira marítima com Aruba e Curaçao, por dois períodos consecutivos entre 2008 e 2017, depois de outros dois períodos consecutivos liderados por seu marido, Jesús Montilla Aponte. Montilla agora é deputado da Assembleia Nacional pelo Partido Socialista associado ao regime de Maduro.

Montilla foi um dos chavistas que atacaram o Parlamento venezuelano em 2016, quando vários deputados da oposição e membros da Assembleia Nacional ficaram feridos.

A presença da comitiva de Maduro na Argentina causou polêmica e o assessor de Donald Trump, Mauricio Claver, um dos enviados à posse de Fernández, cancelou sua agenda e voltou para os Estados Unidos.

“Jorge Rodríguez e Maduro não trazem nenhum benefício para a Argentina, Evo Morales não traz nenhum benefício para a Argentina. Rafael Correa não traz nenhum benefício para a Argentina. Fazem exatamente o contrário. Eles tomam benefícios da Argentina e desfocam qual deveria ser a prioridade da Argentina, que é o bem-estar do país, e como poderiam trabalhar bilateralmente conosco e com outros aliados”, disse o assessor de Trump ao Clarín.

O deputado da Assembleia Nacional da Venezuela (AN), José Luis Pírela, denunciou no final de outubro a presença de uma organização criminosa que opera no arquipélago de Los Roques, que seria liderada por Carlos Betancourt, primo de Stella Lugo e por seu irmão e Noel, informou o jornal venezuelano El Pitazo.

Pírela, membro da Comissão de Controle Antidrogas, disse que várias queixas estão sendo processadas as quais revelam que a área está sendo usada como plataforma para o tráfico de ouro e drogas para as ilhas do Caribe.

Betancourt e Lugo seriam parte de uma facção do crime organizado que inclui a participação direta de José Ramón Llavaneras e vários traficantes de nacionalidade italiana.

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